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Dia do abraço, como ressignificar o afeto em tempos de pandemia?

Abraçar é um exercício fraterno que nos permite demonstrar amor 

Por Karla da Silva – estagiária comunicação FSF

Dei um laço no espaço, pra pegar um pedaço do universo que podemos ver. Com nossos olhos nus, nossas lentes azuis, nossos computadores luz (…) Hey, hoje eu mando um abraçaço.

Hoje é o dia do abraço! Comemorado no dia 22 de maio, a data nos convida a refletir sobre a importância de estarmos conectados e abraçados àqueles que estimamos.

A canção de Caetano Veloso, lançada em 2012, muito antes do distanciamento social imposto pelo novo Coronavírus, “Um Abraçaço” descreve um pouquinho dos novos tempos que vivemos. O universo que podemos ver, reside nas lentes azuis de computadores, smartphones… Há 14 meses, os abraços ficaram escassos e as telas nos ajudam a preencher os espaços que a saudade teima em ocupar. 

Segundo pesquisas, o toque é necessário para o nosso bem-estar físico e emocional. É capaz de aliviar a dor, a depressão, ansiedade, diminuir os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e os hormônios ligados ao estresse e aumentar a produção do “hormônio do amor”, Ocitocina.

É ele, o “hormônio do amor”, o responsável por aquela sensação de prazer e afeto que desperta o nosso desejo de cuidar do outro e aumenta a sensação de bem-estar e felicidade. Há abraços para muitos momentos: aquele que conforta, o que reforça os laços de amizade, o que protege, o que põe fim à saudade. Segundo a psicóloga, madrinha e voluntária da FSF, Adriana Dornelas, desde que nascemos aprendemos a usar o abraço para demonstrar afeto, transmitir segurança, cuidado e amor.

“Abraçar é uma poderosa ferramenta não verbal que comunica nossos sentimentos. Todos nós queremos ou buscamos nos sentir compreendidos, protegidos e confortados, e o abraço pode nos proporcionar isso e muito mais”, declara.

Abraço é casa! e quantas vezes fomos e precisamos de moradias junto aos nossos acolhidos durante as caravanas?! Quanta saudade daqueles abraços carinhosos e sorridentes em que nos sentíamos em um lugarzinho para chegar, sentir o calor, recarregar as baterias e seguir, transformados, claro! Nunca somos os mesmos depois de um abraço!

Mas, nestes tempos de distanciamento físico, de ameaças à nossa saúde e daqueles que amamos, como demonstrar que nos importamos, que estamos próximos mesmo distantes fisicamente? 

E é também nas adversidades que a vida mostra o lado mais bonito dela. Sempre! Porque nada é, tudo está! Se hoje não podemos estar juntinhos como gostaríamos, podemos ressignificar e distribuir “abraços” e carinho. 

Este é o momento de abraçar quem amamos com palavras bonitas e encorajadoras, escrever cartas (por que não?), gravar mensagens, telefonar a qualquer momento do dia, sem motivo específico, só para dizer que ama. Enviar flores, preparar um prato gostoso… Ah! Aquele bolinho da tarde, saindo do forno, com cheiro de casa e de boa conversa tem a cara de alguém, não tem?

O que vale é que não podemos deixar de cultivar bons sentimentos e boas energias. Para Adriana, o abraço proporciona tantas coisas boas, inclusive a possibilidade de dar e receber afeto mútuo, “Ao abrirmos os braços para abraçar alguém, também estamos sendo abraçados, estamos nutrindo e sendo nutridos. Nossos corações tocam e criam um campo de proteção e amor”.

Proteção, amor, empatia e solidariedade são boa parte do que precisamos neste momento em que estamos fragilizados emocionalmente. “Abraçar deveria ser receitado igual remédio”, afirma Adriana.

Mesmo que não seja possível estar junto, não deixe de distribuir “abraços”. Sinta-se abraçado!

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