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A cidade da Fraternidade

Muitas famílias moram em suas “casas” do tamanho de uma casinha de boneca.  E assim, milhares de outras pessoas também vivem em situações muito precárias em Madagascar. Para transformar essa realidade, ao ver tantas pessoas sofrendo, surge a ideia de construir uma cidade, e acolher. Um novo desafio. Um novo sonho de fraternidade.

Um lugar com água, escola, parquinho, espaço para hortas, artesanatos, alimentação e dignidade. Já ganhamos o terreno de 45 mil metros quadrados e cada casinha, feita com material local, custará três mil reais. A maior parte da área será destinada ao cultivo sustentável de alimentos e todos os moradores serão envolvidos em alguma atividade de trabalho, artesanato, costura e outros, produzindo e conquistando autoestima.

 

“Espero que possamos, juntos, fazer muita coisa em favor desses sentimentos despertados em nossos corações por aqueles pequenos. Muito de mim permaneceu em Madagascar”, desabafou Gysélle Tannous, voluntária que recém retornou da última caravana ao sul da ilha, de onde surgiu a ideia da nova campanha.

A ilha da fantasia alegre nos cinemas tem também uma realidade de crise humanitária, uma das maiores do mundo. A grande maioria não tem acesso à água potável. As crianças ficam meses sem tomar banho. 50% delas com desnutrição grave e muitas abaixo do percentil três, com comprometimento neuromotor.

 

Foram retirados centenas de bichos de pé, deram milhares de banhos, centenas de crianças e mães com falta de higiene e uma desnutrição tão grave acarretam doenças como a teníase, neurocisticercose, impetigo, foliculite... Elas não têm nem mesmo cinco reais para matricular seus filhos na escola ou 50 centavos para comprar 20 litros de água. “Quando se vai, pela primeira vez, à Ambovombê, ao encontro das misérias humanas, é essa sensação, de desconexão absoluta com o mundo real, impressiona-nos a alma”, revela Angélica  Bogatzky, médica caravaneira, presente nas duas caravanas ao país.

Litro de Luz, é um projeto alternativo com garrafas PET e será um dos vários trabalhos implantados na estrutura desejada sustentável para a população. “Não será apenas um espaço com moradia. A cidade da Fraternidade é um recomeço, é o início de um tempo de Luz”, explica Priscila Alexandre, arquiteta, voluntária na primeira caravana à ilha.

A FSF conheceu a realidade local em fevereiro ainda este ano, 2017, e de lá pra cá, construiu dois centros de acolhimentos, acolhendo três mil pessoas - a maioria crianças - inserindo 357 delas, na escola. Agora abraça o desafio da cidade da fraternidade. As doações começaram imediatamente e só aumenta a motivação de toda a corrente fraterna. “Uma casinha já está garantida aqui de Salvador, esperando o 13 para depositar, e acho q vai sair mais uma, resultado de uma vaquinha em um dos hospitais que trabalho”, vibra Dani Dorta, farmacêutica e também caravaneira voluntária.

Fotos da caravaneira Liane Domene

“Essa cidade significa dignidade, a força do bem de todos os corações reunidos, a favor de uma humanidade mais amorosa”.

Wagner Moura, fundador e presidente da Fraternidade sem Fronteiras.

 

Doe qualquer valor. Vamos construir juntos a Cidade da Fraternidade.
Essa obra é coletiva, nasce de um sonho e será concretizada no amor.


Fraternidade sem Fronteiras

A Organização Fraternidade sem Fronteiras tem os olhos voltados para as regiões mais pobres do mundo. Fundada em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, começou os trabalhos em 2010 nas aldeias de Moçambique, hoje atua também em Madagascar, Senegal e Brasil. Os projetos são mantidos pelo sistema de apadrinhamentos e os resultados são transformadores.

• 253 mil refeições por mês
• 484 jovens na escola
• 270 trabalhadores diretos
• 162 idosos amparados
• 35 casas construídas
• 10 poços artesianos
• 1 padaria implantada
• 240 caravaneiros sem fronteiras
• 26 centros de acolhimentos
• 12 mil crianças acolhidas

Português, Brasil

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