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Três acolhidos, três novos destinos

 

A emoção toma conta quando se ouve Florência Dzimba, Especiosa Marge e Luis Amossi contarem sobre as mudanças que aconteceram em suas vidas desde que a Fraternidade sem Fronteiras cruzou o caminho com o deles. Emoção também de todos os voluntários e colaboradores que puderam abraçar pela primeira vez os três que são provas vivas de que se doar e fazer o bem vale a pena. “Antes de conhecer a Fraternidade sem Fronteiras a vida era muito difícil. Se não fosse por essa oportunidade eu não teria ido à escola, porque minha família não tinha dinheiro nem para alimentos”, relembra Florência.
A jovem entrou para a Fraternidade em 2010, com onze anos e foi apadrinhada por Paulo Melo, empresário de Campo Grande. Pela primeira vez no Brasil, Florência ficou hospedada na casa do padrinho que pôde vivenciar essa relação de perto. “Essa aproximação fortalece e faz com que a gente estreite laços e isso acaba sendo o combustível de tudo o que a gente faz”, conta Paulo.

Especiosa, também com 19 anos, foi a primeira criança acolhida pela FSF a entrar na faculdade. Atualmente estuda Biologia e veio para participar do nosso II Encontro Fraternidade sem Fronteiras carregando muito amor e gratidão no coração. “Tudo isso é muito mais profundo do que comida. Quando eu cheguei aqui e ouvi as pessoas falarem sobre a minha importância pra elas eu não resisti e chorei muito. Estou feliz demais”, conta ela.
A jovem entrou para a Fraternidade sem Fronteiras depois que sua mãe faleceu, no ano de 2010. “Ainda me lembro como se fosse hoje. O primeiro dia caiu em um domingo, primeiro de agosto. Eu era uma criança que não tinha ideia do que era futuro, mas aí quando a Fraternidade apareceu, parece que ela disse: ei, hello, acorda!”, brinca ela.

Luis seguiu o exemplo de Especiosa e logo começou os estudos em Administração Pública. Parte da FSF também desde 2010, ele conta que ir à escola antes era quase impossível pela falta de dinheiro e condições. “A gente não tinha destino, mas agora temos algo pelo qual lutar”, conta ele, que continua, “estar aqui para mim está sendo maravilhoso. É uma das grandes oportunidades que apareceu na minha vida. A realização de um sonho.”

Tudo faz parte de um processo formado por pequenas ações. Especiosa deu o primeiro passo, Luis se inspirou e foi logo em seguida. Florência segue pelo mesmo caminho, e assim a corrente vai crescendo e se transformando. “Quando a Fraternidade chegou me incentivou muito e com isso comecei a focar cada vez mais na escola e cada dia focava mais. E então quando vi que a Especiosa estava na faculdade me dediquei ainda mais para estar lá também”, conta Luis.
“Tivemos um evento esse ano com todos os jovens da Fraternidade sem Fronteiras e quando eu falei que estava na 12ª classe todo mundo ficou surpreso”, acrescenta Florença.

  

 

II ECONTRO

Os três jovens vieram para participar do II Encontro Fraternidade sem Fronteiras. Por lá falaram sobre suas vivências em um momento de muita emoção para todos os voluntários, apoiadores, padrinhos e amigos da causa.
Florência abriu o painel muito emocionada ao relembrar sua trajetória até aquele momento. “Entrar no projeto foi muito importante pra mim e para outros também, como meus irmãos e minha família porque antes não conseguíamos ir à escola ou ter comida e hoje já temos”, conta ela.

“Eu olho para pessoas que tem seus pais em casa mas que tem falta de algum material e eu não tenho essa falta porque tenho a Fraternidade sem Fronteiras”, relatou Especiosa durante o painel, emocionando a todos.
Sonia Langangovene e Alexandrina Muchape, coordenadora e educadora de um dos nossos Centro de Acolhimento lá em Moçambique, também estiverem presentes e falaram da importância desse projeto dentro das comunidades abraçadas por ele.
“Em 2010 nossas crianças Moçambicanas estavam em uma situação muito grave, mas graças à Fraternidade sem Fronteiras que foi nos ajudar, muitas crianças estão estudando e nossa vida está melhor a cada dia mais”, contou Sonia. 
Alexandrina, que é responsável por ensinar música, teatro e matemática as crianças do Centro de Acolhimento falou um pouco sobre o trabalho da ONG por lá. “A Fraternidade sem Fronteiras acolhe crianças todos os dias. Além do teatro, da música e da matemática também cuido da higiene e da alimentação deles, porque é como Mandela nos ensinou “a grande transformação acontece pela educação””. 

 

FUTURO

Florência hoje tem 19 anos, estuda o último ano do ensino médio e sonha com a faculdade de nutrição. “Não tenho palavras para expressar o que estou sentindo em estar aqui. Olhando de onde eu vim eu sei que não teria tido as oportunidades que agora eu tenho se não fosse a Fraternidade. Eu quero ajudar as crianças, os idosos e todo mundo na minha casa. Quero fazer o mesmo que fizeram por mim”, declara.
Imersos nessa corrente de amor ao próximo, os jovens acolhidos e que agora estão dando um passo incrível em direção ao futuro, pensam em devolver para a própria comunidade o que lhes foi dado. “Dentro dessa corrente eu aprendi muita coisa, mas a principal delas foi o amor ao próximo. Eu quero fazer o mesmo para os outros”, comenta Luis.
“Não sei se um dia terei condições de doar como muitos padrinhos doam hoje, mas eu entendo que além de doar, além de uma comida, o movimento é muito mais profundo. Ver o amor, a doação para o outro sem conhecer, é demais”, conclui Especiosa.

 

 

Português, Brasil

Comentários

Foi tudo muito lindo. Muito especial. Amo a FSF.

Gratidão!!! 

Abraços fraternos! 

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