Documentário será exibido nos dias 19 e 21 de outubro durante edição histórica do evento, que reúne 380 produções de 93 países
Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF
O documentário “Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” integra a programação da 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Depois de participar do Festival do Rio, o filme, que apresenta a trajetória de quatro refugiados congoleses e a mobilização que deu origem à Nação Ubuntu no Malawi, será exibido em duas sessões, nos dias 19 e 21 de outubro, antes da estreia nacional nos cinemas, marcada para 12 de novembro.
Dirigido por Paulo Henrique Fontenelle, produzido por Iafa Britz, com produção da Migdal Filmes, distribuição da Downtown Filmes e apoio da Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), o documentário acompanha as histórias de Maick Mutej, Prince Kalolo, Felly Bazibuhe Zihalirwa e Frank Donatien, refugiados da República Democrática do Congo que se tornaram conhecidos como líderes Ubuntu.
A participação ocorre em uma edição simbólica da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que completa 50 anos em 2026. Entre os dias 15 e 29 de outubro, o evento apresenta 380 títulos de 93 países, entre longas, curtas e séries, distribuídos por 57 salas de cinema, espaços culturais e Centros Educacionais Unificados da capital paulista, além de atividades e comemorações relacionadas à edição histórica.
Uma história que nasceu em um campo de refugiados
“Nação Ubuntu – A Voz dos Silenciados” tem como cenário o Campo de Refugiados de Dzaleka, no Malawi, onde as trajetórias de Maick, Prince, Felly e Frank se encontraram depois que eles precisaram deixar a República Democrática do Congo.
Em meio aos desafios do refúgio, os quatro encontraram na mobilização comunitária e nos princípios da filosofia Ubuntu, resumida pela expressão “eu sou porque nós somos”, uma forma de construir novas perspectivas para a comunidade.
Em 2018, essa trajetória se encontrou com a Fraternidade Sem Fronteiras e deu origem ao projeto Nação Ubuntu, localizado ao lado do Campo de Refugiados de Dzaleka no Malawi, que desenvolve ações de educação, alimentação, formação e geração de oportunidades para refugiados e para a comunidade local.
O documentário coloca os quatro líderes no centro da narrativa e apresenta uma história que vai além do deslocamento forçado. O protagonismo, a capacidade de mobilização e a construção coletiva mostram como as pessoas que tiveram de deixar seus países passaram a atuar diretamente na transformação das comunidades onde vivem.
Das histórias de Dzaleka às telas brasileiras

