• 🇩🇪 DEU
  • 🇫🇷 FRA
  • 🇨🇭 CHE
  • 🇬🇧 GBR
  • 🇺🇸 USA
  • 🇨🇦 CAN

Home > Blog

Alta do dólar afeta projetos que beneficiam mais de 20 mil pessoas no Brasil e na África com acesso à água potável

A ONG Fraternidade sem Fronteiras, que também atua na perfuração de poços na Bahia, Moçambique e Madagascar sente o impacto da economia e pede ajuda da população


Por: Giovanna Percio/estagiária e Marcele Aroca Camy

A Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF) atua em locais de vulnerabilidade social onde o clima árido, a terra seca e o calor intenso, fazem da falta de água, um grande desafio. A pandemia do coronavírus (Covid-19), enfrentada pelo mundo hoje, é um agravante da situação em lugares como o Sertão da Bahia/Brasil, Moçambique e Madagascar/África, amparados pela ONG e com mais de 20 mil pessoas beneficiadas, atualmente.

O Ministério da Saúde recomenda cuidados básicos para prevenir o contágio e a rápida propagação do vírus, são eles; lavar as mãos com água e sabão várias vezes ao dia, fazer uso do álcool em gel a 70% e não compartilhar objetos de uso pessoal. Mas, em situações vulneráveis, os obstáculos começam no acesso à água.  É com objetivo de mudar esta realidade que a FSF lançou, em 2018, a campanha Água África, que arrecada fundos para a construção de poços artesianos em Moçambique, Madagascar, além do Brasil. 

As regiões abraçadas pela campanha sofrem diariamente com a escassez de recursos naturais. No Brasil, a água potável chegou em 2020 à Vila da Esperança (que recebe ajuda de um projeto apoiado pela FSF, Retratos de Esperança), na Bahia, e com a perfuração de apenas um poço (realizado pela ONG) já melhorou a vida de cerca de 300 pessoas, moradoras do local. Nos países africanos, onde a diarréia, devido ao consumo de água imprópria é uma das principais causas da alta taxa da mortalidade infantil – dados do Index Mundi mostram que, em 2018, as taxas foram 6,4% em Moçambique, e 4% em Madagascar. 

Entre 2018 e 2020, a Fraternidade sem Fronteiras construiu com a ajuda de padrinhos e voluntários da Organização, a perfuração de 13 poços: 12 em Moçambique e um em Madagascar, que beneficiam no mínimo 20 mil pessoas, segundo o fundador-presidente da FSF, Wagner Moura Gomes.

O Dia Mundial da Água, 22 de março, reforça que o acesso a este recurso é direito fundamental à sobrevivência humana, porém, com a atual instabilidade global, a Organização encontra uma nova barreira: a alta do dólar. A desvalorização da moeda nacional tem dificultado a manutenção dos projetos, principalmente os localizados na África Subsaariana, que observam as doações estagnadas e os custos em crescente aumento. A previsão é que, no mês de abril, os recursos direcionados ao Projeto Acolher Moçambique – da FSF, por exemplo, que atende hoje cerca de 10 mil pessoas, serão insuficientes, e todos os projetos da instituição também são impactados.

 

Como ajudar 

As doações à FSF podem ser feitas por meio do site tag3sistemas.com.br/fsf2025/doacao-avulsa. Porém, a principal fonte para a manutenção dos projetos é o apadrinhamento: https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/padrinho/apadrinhar.php – Trata-se de uma colaboração mensal destinada à compra de alimentos, atenção à saúde, estudo, atividades pedagógicas, culturais, formação profissionalizante e também a estrutura e montagem dos centros de acolhimento. Além disso, adquirindo itens da Central da Presentes da Organização, também é uma forma de contribuir com a Organização: https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/presentes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Fraternidade Sem Fronteiras fortalece rede de voluntariado com 15 iniciativas permanentes no Brasil e na África

A solidariedade tem diferentes formas de acontecer e na Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), ela ganha força por meio de 15 iniciativas permanentes de voluntariado que mobilizam pessoas em todo o Brasil e também em projetos humanitários no continente africano. Com atuação em nove países e impacto direto na vida de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade, a FSF mantém uma ampla rede de voluntários que contribuem com conhecimento técnico, trabalho manual, educação, saúde, comunicação, arte, agricultura sustentável e geração

Ler mais »

Em Moçambique, avançam a recuperação das machambas e a reconstrução de casas afetadas pelas inundações do início do ano

Por Laureane Schimidt e Enoque Daniel – comunicação FSF O projeto Acolher Moçambique, da Organização humanitária Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), avança na recuperação das áreas afetadas pelas enchentes registradas no início deste ano em Moçambique, África. Consideradas uma das mais severas dos últimos anos no país africano, as fortes chuvas destruíram infraestruturas, sistemas hidráulicos e áreas agrícolas fundamentais para a subsistência das famílias assistidas pelo projeto da FSF. Desde então, diversas ações vêm sendo realizadas para garantir a retomada da

Ler mais »