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Agrofloresta para nutrir solo de Madagascar

Na terra árida de Ambovombe, saudosa de chuva, vamos colocar em prática uma ideia cheia de vida. Animados pela esperança de recuperar o solo em Madagascar, e vê-lo produzir alimento e oportunidade de trabalho para a comunidade, vamos implantar dentro da Cidade da Fraternidade, o sistema de Agrofloresta. Em setembro deste ano, partimos em mais uma caravana de voluntários a Madagascar com o propósito de levar esse sistema de plantio para lá.

Mas e você, já ouviu falar em agrofloresta?
Podemos dizer que esse método é um modo de plantação em consórcio: em uma linha se planta uma madeireira, em outra uma hortaliça, em outra uma árvore frutífera e assim o ciclo segue. Um sistema de cultivo que imita a natureza. Um processo natural que recupera o solo fraco e desnutrido ao devolver nitrogênio e oxigênio durante seu processo.

Namastê Messerschmidt é especialista em agrofloresta e responsável pela Simbiose Agroflorestal, que vai oferecer apoio técnico para a implantação. Voluntário da Fraternidade sem Fronteiras, ele embarca para Madagascar levando todo o seu conhecimento. Segundo o especialista, o principal desafio será a adaptação a esse novo estilo de plantação. “Não tem uma receita ou uma técnica simples para dar certo. São princípios, então o desafio é adaptar esse sistema para a realidade local”, declara.

Namastê explica que serão analisadas as necessidades do local, buscando entender e levantar a demanda de consumo que existe em Madagascar para, só então, decidir o que será plantado. Tudo isso contando com a ajuda da população que participará desde o início. Serão selecionados alguns moradores que aprenderão a manejar e a cultivar a terra para continuar o trabalho quando a caravana retornar.

Priscila Alexandre plantou no coração essa iniciativa ao participar da caravana inaugural para Madagascar, em junho de 2017. “Eu sou uma entusiasta desse sistema e do meio ambiente, por isso quando cheguei lá e vi a situação acreditei que essa era a solução”, conta ela.
Uma solução que pode gerar muitos frutos e benefícios para a população. O processo é em nível formiguinha, mas é completamente possível. “Qualquer outra forma exigiria muito do solo e muita água, tudo o que não temos. A minha esperança é conseguir recuperar tudo com o método da agrofloresta”, declara ela.

Priscila será a coordenadora dessa caravana para setembro e leva na mala muito otimismo, acreditando que um novo tempo está chegando em Ambovombe.

Campanha

Vamos juntos dar ao solo de Madagascar uma nova chance? Podemos mudar a história de muitas famílias de Ambovombe com a agrofloresta. Estamos felizes em te convidar a apoiar e divulgar essa campanha! Você pode ajudar doando qualquer valor e divulgando essa iniciativa de amor.

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