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Centro de Acolhimento em Roraima

Iniciaram os trabalhos de acolhimento aos venezuelanos refugiados. O primeiro Centro de Acolhimento – no Brasil – da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras abriu sábado, dia 9, em Boa Vista, Roraima. Alegria, emoção e muita gratidão marcou a abertura.

“As pessoas estavam com baixa estima, se sentindo abandonadas, hoje estão acolhidas, amadas”, vibrou o fundador da Fraternidade sem Fronteiras, Wagner Moura, que esteve na cidade e acompanhou todo trabalho de finalização da obra – toda feita pelos venezuelanos – até a inauguração.

Na programação de abertura do centro, 9h30 Wagner atendeu a uma coletiva de Imprensa, 10h houve uma recepção às famílias venezuelanas, palhaços divertiam as crianças e alguns venezuelanos cantavam e tocavam músicas de seu país de origem. Um show do cantor roraimense Neuber Uchôa alegrou e emocionou os novos moradores do local.

Neuber esteve presente durante toda a inauguração do centro de acolhimento bastante entusiasmado. “Fico orgulhoso enquanto ser humano, viver essa emoção, em ver nossos hermanos sendo acolhidos. O carinho com que toda essa equipe se mobilizou. Quero que isso faça parte da minha vida. Somos uma mistura de todos os povos desse planeta. Eu como roraimense, agradeço”.

A coordenadora do centro de acolhimento, Alba Marina, é venezuelana e também enfrentou a sofrida situação em seu país, até chegar no Brasil, caminhando pelo mato com um filho pequeno. “Estou muito emocionada, não sei quantas vezes já chorei hoje. Isso aqui é um sonho. Toda minha família está na Venezuela, mas aqui, encontrei uma nova família. Nós venezuelanos somos amáveis e alegres, só estamos procurando uma mão amiga que nos ajude a recomeçar de novo”.

De acordo com as notícias que se espalhavam em todo o Brasil, sobre os venezuelanos em Roraima, voluntários da Fraternidade sem Fronteiras chamaram pela ONG, pedindo que olhasse para situação das pessoas que lotavam as ruas, em condições miseráveis. A FSF atendeu a mais um chamado, e hoje, esse é o resultado de mais uma união de vários corações.

O centro de acolhimento construído em área doada é de 50×100 metros quadrados, e 100 barracas irão amparar 100 famílias. A estrutura local conta com dormitórios familiares, redário, refeitório, lavanderia e banheiros coletivos. Uma sala de aula para atividades pedagógicas, também funcionará com professores venezuelanos, moradores do centro.

O objetivo do projeto, além dos trabalhos de assistência, idealiza a participação de voluntários são “padrinhos sociais”. Cuidarão especialmente de uma família e mobilizarão ajuda para atender necessidades como matrícula de criança em escola, atendimento médico, orientação sobre documentos, e auxílio na busca de oportunidade de trabalho.

Parcerias também estão sendo articuladas para oferecer cursos de formação para o trabalho e renda, e de língua portuguesa. O objetivo é que as famílias conquistem autonomia, em breve tempo, passando a garantir o próprio sustento, e oportunizando o amparo de outras pessoas mais necessitadas. Até a independência financeira, permanecerão no centro de acolhimento, recebendo três refeições diárias.

O custo mensal do centro fica em torno de 30mil. A meta de 600 padrinhos doando 50 reais ou mais, irão manter as refeições e condições básicas do local. Desde que foi lançada a campanha, já existem 100 apadrinhamentos. O Centro de Acolhimento da Fraternidade sem Fronteiras fica localizado na Rua HC 04, n° 1633, bairro Operário (atual Senador Hélio Campos). Boa Vista, Roraima.
De qualquer lugar é possível ajudar, apadrinhando ou fazendo doações avulsas pelo site. Para mais informações sobre o centro: (95) 9 8117-8325 Alba Marina, coordenadora do centro de acolhimento em Boa Vista.

 

 

 

 

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