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Bonequinhas africanas

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Nos bazares e eventos onde a Fraternidade se espalha, lá estão as bonequinhas da aposentada, Mônica Ruf

A aposentadoria fez com que Mônica Ruf colocasse em prática alguns antigos sonhos, inclusive o de aprender a costurar para o bem. Madrinha de duas crianças desde 2014, foi no ano passado que ela, depois ver a campanha “Little dresses for Africa”, da senhorinha de 99 anos que queria fazer mil vestidinhos até os 100, se animou a começar a mesma ideia por aqui.

Lá em Serra Negra, no interior de São Paulo, junto da confecção de vestidinhos para as meninas africanas, Mônica começou a costurar as bonecas “Tilda”, aquelas de pano que só têm olhinhos e falam com o coração. A ideia era mandar para a África um vestido e uma boneca para cada menina. O que de início seria difícil pela logística e também porque Mônica ainda costura sozinha.

Durante um congresso em Uberlândia, Minas Gerais, as bonequinhas ficaram enfeitando o estande da Fraternidade Sem Fronteiras e não só chamaram atenção como trouxeram um novo propósito.

“Todo mundo que chegava perguntava se estavam para vender. Percebendo isso, sugeri à Fraternidade a venda das bonecas, como forma de arrecadar recurso”, conta Mônica Ruf, de 54 anos. Diante da procura, Mônica mudou os planos e sugeriu que, em vez das bonequinhas irem como presente às crianças africanas, que estivessem à venda para padrinhos da causa.

A sugestão foi aceita de braços abertos e desde então, pelo menos uma bonequinha é começada todos os dias. “A ideia era a gente multiplicar isso para que chegasse até as pessoas. Eu posso fazer os projetos, moldes e tem filminho no Youtube sobre como fazer”, convida a voluntária.

Nos bazares e eventos onde a Fraternidade se espalha, lá estão as bonequinhas de Mônica Ruf. Hoje elas ganharam nova carinha, são negras, usam turbantes e têm cabelinhos que remetem à identidade africana, além de também servirem como opção de decoração para casa.

“É muito gostoso fazer, é algo bem artesanal. Faço o corpinho, depois as roupinhas. Não tem nenhuma que seja igual, tanto no formato quanto no tecido, elas são diferentes”, descreve.

Mônica quer ir além e se oferece para ensinar quem quiser fazer junto com ela. “Podemos montar grupinhos nos lugares e ir até as cidades. Vou passando, acho muito interessante”, se disponibiliza.

O contato com a aposentada por ser feito diretamente pelo e-mail: mscruf@gmail.com.

Futuramente, Mônica quer ir até as aldeias de Moçambique e ensinar a costura do bem que aprendeu às famílias.

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