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II Caravana de voluntários da FSF chega a Campina Grande para compartilhar amor

A segunda caravana chega ao projeto Amor sem Dimensões para vivenciar com mães, crianças e toda equipe do Ipesq uma missão principal: “aprender a ser irmão”

Crianças e pais na inauguração do Centro de Apoio Integrado a Criança com Microcefalia: referência mundial de tratamento

Neste dia 18 de julho, 11 voluntários chegam em caravana a Campina Grande, na Paraíba, para conviver com as crianças e mães de crianças com microcefalia, atendidas pelo projeto Amor sem Dimensões do Ipesq – Instituto Professor Joaquim Amorim Neto, apoiado pela Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras. O trabalho é reconhecido como o melhor tratamento do Brasil e um dos melhores do mundo, oferecido a crianças com microcefalia, é gratuito para as famílias e sustentado por apoiadores e pessoas que apadrinham o projeto.

Psicólogos, assistentes sociais, dentistas e profissionais de outras áreas vão doar conhecimento e amor, durante três dias. Uma série de atividades está programada e uma delas será a visita de assistentes sociais voluntárias às casas das famílias das crianças com microcefalia. “Conhecer onde vivem e como vivem ajuda a nortear algumas ações para auxiliar o tratamento”, explica a voluntária coordenadora da caravana, a psicóloga Fabiana Rodrigues, de Santos/SP.

Jussara Araújo é uma das assistentes sociais que visitará as casas. “Pretendo conhecer a história de vida deles e ajudar de alguma forma. Também sei que serei beneficiada em participar deste momento de trocas de saberes como pessoa e profissional”, afirma a voluntária que mora em Campina Grande e viu na caravana uma “excelente oportunidade de conhecer de perto o trabalho”. Marcia Mauá é dentista especialista em pacientes com necessidades es

peciais e vai avaliar a saúde bucal das crianças atendidas pelo projeto. “Estou à disposição para essa troca de amor”, diz a caravaneira e avalia que “após 32 anos de formada, ajudando muita gente no meu consultório, gostaria de fazer um trabalho em campo. Chegou a hora”.

O grupo também vai realizar atendimentos individualizados com as mães, dinâmicas de interação entre mães e filhos e atividades de entretenimento. Entre os voluntários, também estará Fábio. Ele é advogado e vai sair do Rio para viver a experiência na Paraíba, mas não será a primeira na Fraternidade sem Fronteiras. Já participou de outras caravanas da FSF e é multiplicador da causa. “Meu sonho é que a mão da Fraternidade esteja em todos os lugares do mundo, quero contribuir para que essa obra cresça e acolha cada vez mais corações”.

O amor das mães inspira o nome do projeto e contagia, sensibilizando para a causa

No Centro de Apoio Integrado a Crianças com Microcefalia, em Campina Grande, 137 mães e crianças e toda a equipe do projeto esperam a chegada dos voluntários.  “Quem se dispõe a sair da sua casa pra ir visitar um projeto social é porque se identifica com ele e pode somar, dar ideias de como a gente pode crescer”, acredita a médica idealizadora e coordenadora do projeto, Adriana Melo, pesquisadora responsável pela descoberta da ligação entre o Vírus da Zika e a microcefalia. Há quatro anos convivendo diariamente com as crianças e mães, ela fala do amor sem dimensões que faz de todos uma família: “Essas crianças interagem muito, são puro amor e as mães também, então, a gente quer ver as pessoas sentirem esse amor que a gente sente no ar, que é algo bem comum a todos os projetos da FSF né?”, reflexiona a cientista.

Fabiana Rodrigues testemunhou esse amor e muitas histórias na primeira caravana ao projeto, em dezembro de 2018, também coordenada por ela. Agora, Fabiana organiza a segunda caravana, programando as atividades do grupo com o cuidado de interferir o mínimo possível na rotina de trabalho da equipe, mas com foco na interação entre todos. “O caravaneiro se humaniza servindo e sai muito feliz com o trabalho. Emociona poder ser uma abelhinha em tudo isso. Então, por que a gente faz? Por amor.”

A força dos padrinhos para a causa

Os 11 voluntários são também padrinhos da Fraternidade sem Fronteiras. As caravanas organizadas pela FSF são oportunidade para os padrinhos conhecerem os projetos humanitários da ONG e foram idealizadas com um objetivo principal de “aprendermos a ser irmão”, como afirma sempre o fundador e presidente da FSF, Wagner Moura, nas conversas com caravaneiros e em mensagens nas redes sociais da Organização. A ONG abraçou a causa pelas crianças com microcefalia em fevereiro de 2017, abrindo a oportunidade do apadrinhamento para o tratamento de crianças com microcefalia.

Wagner Moura, presidente da FSF, e Adriana Melo, do Ipesq: união pelas crianças com microcefalia

“A Fraternidade trouxe esperança para nós”, diz Adriana Melo, comentando que ainda recentemente via lembranças das postagens de 2016, em sua página no Facebook, mostrando a angústia do período. Os padrinhos doam um pequeno valor mensal e a soma desse pouquinho de cada um ajudou na implantação do Centro de Apoio Integrado a Crianças com Microcefalia, onde a equipe profissional multidisciplinar oferece os cuidados adequados ao desenvolvimento das crianças com aparelhos e métodos avançados. Também tornou possível a criação da Casa de Apoio e Acolhimento, um espaço há 200 metros do centro de tratamento, dedicado às mães, com terapia ocupacional, apoio psicológico, oficinas de trabalho e renda  e espaço para hospedar mães que vêm de fora de Campina Grande, durante os meses de tratamento dos filhos.

“Sem a fraternidade a gente não conseguiria atender hoje nem 10% das crianças”, diz Adriana Melo para dar ideia da relevância dos padrinhos para o projeto. A caravana chega na semana em que o Amor sem Dimensões recebe a comemorada notícia do prêmio de R$ 100 mil da ONG Movimento Bem Maior. O recurso será destinado à instalação de uma casa de tratamento, em Maceió/AL. Com a doação dos padrinhos, abrem-se outras duas frentes, em Belo Horizonte/MG e em Angola, na África Subsaariana. O desafio agora é o de unir mais padrinhos à causa para garantir o funcionamento das unidades e seguir dando asas ao sonho.

“Semanalmente, eu recebo pedidos de vagas de crianças do Brasil todo. Ter que selecionar é muito difícil, cada padrinho novo é um não que eu não preciso dizer. É uma criança a mais a quem posso dizer sim”, relata Adriana Melo. Há poucos dias, ela recebeu um pedido de uma mãe, pelo Instagram, para o filho que precisava de sonda para se alimentar e o hospital não tinha para oferecer. “Não era uma criança com microcefalia, mas através da doação dos padrinhos pude ser instrumento para uma criança comer. Poder ir além, poder dizer sim e ajudar uma criança que está em risco de vida, não tem preço para agradecer os padrinhos.”

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No site tag3sistemas.com.br/fsf2025/ e no site www.amorsemdimensoes.com.br é possível conhecer mais sobre o projeto, apadrinhar e acompanhar as realizações do Amor sem Dimensões.

Sobre a Fraternidade sem Fronteiras 

A Organização não Governamental Fraternidade sem Fronteiras desenvolve projetos na África Subsaariana e no Brasil, onde também se uniu a outras Organizações para apoiar causas sociais. Na África, as ações da ONG priorizam a alimentação e avançam para o cultivo sustentável, atendimento à saúde com foco no tratamento de crianças com desnutrição e atenção primária; educação com reforço escolar, matrícula e construção de escolas; oficina de trabalho e renda, e formação superior para jovens – alguns, que entraram crianças no projeto já chegaram à Universidade. Na África, a FSF atua em Moçambique, Senegal, Madagascar e Malawi, onde edifica a Nação Ubuntu, ao lado do campo Dzaleka, para oferecer novo modelo de vida a pessoas refugiadas.

No Brasil, a Fraternidade está na fronteira com a Venezuela, em Boa Vista/RR e acolhe imigrantes venezuelanos, mobilizando voluntários em várias regiões do País; em Campo Grande/MS, abraçou o projeto do Maestro Orion Cruz e ensina música para crianças e adolescentes e, junto com a Clínica da Alma, apoia o tratamento de dependentes químicos; no Nordeste, junto com o Jardim das Borboletas, em Catulé/BA, apoia o tratamento de pessoas com epidermólise bolhosa – doença de pele rara e incurável; também na Bahia, junto com o Retratos de Esperança, ajuda a construir casas e melhorar a vida de famílias do sertão e, na Paraíba, junto com o Ipesq, a FSF apoia o tratamento de crianças com microcefalia.

A ONG nasceu em 2009, quando Wagner Moura, comerciante de Campo Grande, fundador e presidente da Organização, decidiu ir ao encontro das crianças das aldeias da África, atendendo um “chamado do coração”. Para manter e ampliar a ajuda humanitária, criou o sistema de apadrinhamento. Todos os projetos são mantidos por padrinhos que doam uma ou mais cotas de R$ 50,00 por mês. O movimento fraterno tem voluntários em todo o Brasil e também em cidades do exterior, realizando promoções e ações de divulgação da causa. O trabalho conta com o apoio de humanistas, artistas, líderes de diferentes religiões e personalidades de diferentes culturas.

A FSF é hoje uma organização não governamental brasileira com braços oficiais constituídos também na Inglaterra, Suíça e Estados Unidos. A imensa rede que vem se formando acolhe mais de 15 mil pessoas, a maioria crianças africanas que viviam na extrema miséria. No site da instituição, tag3sistemas.com.br/fsf2025/ é possível conhecer a história da ONG, os projetos humanitários, acompanhar notícias das ações, depoimentos de padrinhos, caravaneiros e de pessoas acolhidas e conhecer as formas de se unir ao movimento para ajudar a construir um mundo sem fome e de paz.

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