• 🇩🇪 DEU
  • 🇫🇷 FRA
  • 🇨🇭 CHE
  • 🇬🇧 GBR
  • 🇺🇸 USA
  • 🇨🇦 CAN

Home > Blog

Perfuração de poços na África ganha força com a ajuda de brasileiros

Casal brasileiro arrecada recursos para construção de quatro poços artesianos, que beneficiarão comunidades africanas que não possuem acesso à água potável 

Por Fládima Christofari/Assessoria de Imprensa Sede FSF

Desde 2015, a Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) tem se empenhado em melhorar a saúde e a qualidade de vida de famílias em diversas aldeias de Madagascar e Moçambique, na África Subsaariana, por meio da perfuração de poços artesianos. Essa foi a solução encontrada pelos voluntários da Organização humanitária para suprir o abastecimento de água limpa nesses locais. 

De acordo com a Médica de Família e Comunidade, Janaine Camargo de Oliveira, que trabalha no projeto da FSF Ação Madagascar, o consumo de água suja e a falta de saneamento básico tem sido a principal causa da mortalidade infantil em Madagascar nos últimos 30 anos. Além de doenças graves – como a diarreia, sarampo, tungíase, entre outras -, a falta de água também impossibilita o plantio de alimentos e gera mais fome na região. 

Os poços construídos nos centros de acolhimento da FSF são o principal ponto de coleta de água limpa para as comunidades adjacentes. Os primeiros poços perfurados, em 2015, possibilitaram a subsistência de famílias em Moçambique por meio do plantio de alimentos para abastecer a aldeia Mahatlane.

A partir desta experiência, a perfuração de poços na África Subsaariana se expandiu, ganhou força e continuidade por meio da colaboração de voluntários brasileiros com a campanha Água África, iniciada em junho de 2018. Desde o início do projeto até agora, já foram perfurados 12 poços, em aldeias de Muzumia, Mussengue, Cuacune, Madulo, 3  de fevereiro, Mahatlane, Nelson Mandela, Massingir, Naamacha, Barragem, Granja de Barragem e Bobobo (que está em construção). O objetivo é levar água limpa e em abundância às aldeias de Moçambique e Madagascar e levar mais qualidade de vida às comunidades atendidas. 

Mais poços

Recentemente, o especialista em desenvolvimento pessoal, Wendel Carvalho, e sua esposa, a nutricionista Karina Peloi, realizaram ampla divulgação na internet que resultou na arrecadação de um montante suficiente para a construção de mais quatro poços artesianos na África Subsaariana.  O custo para a perfuração de cada poço artesiano varia conforme a profundidade da água. Antes disso será necessário realizar estudo geofísico para identificar o local a ser perfurado. 

Após o término do estudo e realização das obras, aproximadamente três mil pessoas serão beneficiadas com o acesso à água limpa em cada aldeia contemplada. A FSF analisa a viabilidade da construção três poços na vila Moçambicana de Chicualacuala e um na aldeia de Ambazua, de Madagascar.

Para conhecer a história de outros voluntários que abraçaram essa causa, clique aqui.

“A união de todos os voluntários, doadores e caravaneiros da FSF já permitiu a construção de 12 poços. Agora, vamos perfurar mais quatro e precisamos continuar juntos, fortes na mobilização, unindo mais pessoas. O pouquinho de cada um tem uma força enorme e está transformando realidades – o que vemos é que a sede do mundo é de amor”, reforçou fundador-presidente da FSF, Wagner Moura Gomes. 

Para colaborar com esta campanha, faça sua doação no site https://fraternidadesemfronteiras.colabore.org/aguaafrica.

Também é possível se tornar um padrinho do projeto Ação Madagascar, contribuindo com um valor mensal que vai proporcionar saúde e melhor qualidade de vida a milhares de adultos, crianças e idosos: https://fraternidadesemfronteiras.colabore.org/madagascar/people/new

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quando o cuidado também passa pela consciência racial

Especialista em relações étnico-raciais, a psicóloga e pesquisadora Thayná Trindade fala sobre os desafios de construir um humanitarismo mais ético e consciente Em um cenário global marcado por desigualdades históricas, crises humanitárias e deslocamentos forçados, discutir cuidado sem falar de raça, colonialismo e memória coletiva tornou-se insuficiente. É justamente nesse ponto que o letramento racial ganha força como ferramenta de transformação social, especialmente em organizações humanitárias que atuam diretamente com populações negras e vulnerabilizadas. Foi a partir dessa compreensão que

Ler mais »

Letramento racial é tema de capacitação para colaboradores e voluntários na Fraternidade Sem Fronteiras

Iniciativa busca fortalecer uma cultura antirracista e relações mais conscientes e empáticas nas ações humanitárias da organização Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF A Fraternidade Sem Fronteiras realizou capacitação sobre letramento racial voltada aos colaboradores, lideranças e voluntários que atuam diretamente nos projetos humanitários da instituição. A formação integra um movimento de cultura antirracista, fortalecimento das práticas institucionais da organização e busca ampliar a consciência sobre as relações étnico-raciais, especialmente nos contextos de atuação da FSF no continente

Ler mais »