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Alimentos sem Fronteiras: sementes que prosperam no solo da fraternidade

Os acolhidos do projeto Nação Ubuntu, no Malawi, tem mais um motivo para sorrir: recentemente, as hortas cultivadas por meio da ação Alimentos sem Fronteiras começou a produzir as primeiras hortaliças e legumes. A iniciativa, implementada em dezembro de 2019 durante a Caravana da Saúde, é do voluntário e padrinho da Fraternidade sem Fronteiras (FSF), Magno da Mata Agostini, e tem o objetivo de dar cada vez mais sustentabilidade ao projeto Nação Ubuntu com a produção local de alimentos cultivados pelos próprios acolhidos.

A ação também é uma troca de amor e afeto entre os envolvidos

 Mesmo antes de partilhar seus conhecimentos de produção rural com os ubuntus, Magno, que é aquicultor, fruticultor e hortigranjeiro, sempre teve a fraternidade em mente e, ainda com 15 anos, se envolveu com trabalhos voluntários em creches, escolas, clínicas de reabilitação, mas, foi quando conheceu a FSF por meio das redes sociais que viu a oportunidade de transformar a realidade através de seus conhecimentos.

 “Eu realmente achava que por não ser médico ou enfermeiro talvez não me encaixasse no serviço voluntário na África, mas vi que as propostas são variadas: precisa-se de voluntários de várias áreas em diversos projetos. Quando vi a possibilidade de fazer a diferença com o meu conhecimento, não pensei duas vezes, me joguei de alma e coração e isso mudou completamente meu curso de vida”, relata Magno.

 Ele ainda explica que a ação consiste não apenas na produção de alimentos para suprir as necessidades dos assistidos, mas, sim, na integração de diversos pontos, gerando emprego e renda, pois, quanto mais ele crescer, mais mãos serão necessárias para mantê-lo. Também há planos de expansão em jardins ou bosques para que, a longo prazo, comece a ser uma agrofloresta.

 Desde fevereiro deste ano as hortas cultivadas com tanta dedicação já começaram a dar resultados: quatro tipos de alface, rúculas, tomates, bananas já amadureceram e estão sendo consumidos pelos acolhidos, em especial, pelas crianças da recém-inaugurada Escola Ubuntu.

 Magno ainda ressalta o quanto está realizado podendo usar os conhecimentos adquiridos durante 36 anos de carreira como empresário rural em favor daqueles que mais precisam.

“É incrível e extremamente gratificante trabalhar com esse projeto. Apesar das dificuldades enfrentadas pela cultura,

Os desafios foram muitos, mas os resultados fazem valer a pena todo esforço

clima e outros fatores, ver que tudo tem surtido efeito nos enche de esperança e nos motiva a trabalhar com cada vez mais afinco em prol dessa produção de alimentos”, finaliza

Como tudo na FSF, essa ação também contou com a colaboração de outros voluntários, pois, a união entre os corações faz muita diferença nesses momentos. Para que rendesse bons resultados, uma equipe foi montada e trabalhou sob a coordenação do jovem caravaneiro, Arthur Dias que, além de técnicas de agrofloresta, aprendeu muito sobre a vida e teve uma rica experiência na companhia de Papa Kefasi, Shema, Jojo e Koko, escolhidos para integrar o grupo. 

Na coordenação da ação, Arthur teve uma grande experiência de vida

“Com certeza a parte mais importante foi a troca que eu tive  com o Jojo, com a Shema e o Papa Kefasi: trabalhar diariamente ao lado deles me ensinou muita coisa nos pequenos detalhes. Lembro de um dia em que estávamos nós quatro com enxadas pra afofar a terra e lembro que uns 10 minutos depois, abriu uma bolha na minha mão e o Jojo, na maior sensibilidade do mundo, percebeu isso, tirou a enxada da minha mão e deu um rastelo e disse: ‘Arthur, pode deixar que isso aqui a gente faz, pode começar a rastelar’, relembra. 

 E continua. “Papa Kefasi é um senhor de 60 anos que me ensinou muito, não só coisas técnicas, mas da vida. A gente trabalhava junto debaixo de sol, debaixo de chuva, mas sempre conversando sobre a vida. E a Shema é uma das mulheres mais fortes que eu já conheci.”, conclui. 

Todo o período que Arthur passou no Malawi, dando sua contribuição ao projeto Nação Ubuntu, foi totalmente voluntário e, segundo ele mesmo, a intenção foi ir de coração aberto e disposto a trabalhar no que fosse necessário e,

Os primeiros resultados começaram a aparecer depois de alguns meses

assim, acabou sendo designado pelo próprio Magno para coordenar a equipe do plantio.

A união entre as pessoas em prol de um trabalho que transforma a realidade de tantas outras é a essência da FSF.  Ver esses esforços literalmente dando frutos faz com que todos que fazem parte desse movimento de amor sintam-se mais motivados a continuar em busca de dias melhores e um mundo mais fraterno e justo. 

Vamos juntos nessa corrente do bem? Clique aqui, conheça o projeto Nação Ubuntu e apadrinhe!

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Emanuel Pizarro

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