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Bonecas curam a depressão e ajudam a levar água para famílias da África e do Brasil

Costureiras voluntárias se unem para superar a dor e ajudar na causa da Fraternidade Sem Fronteiras

Por Maria Claudia Miguel – Assessoria de Imprensa Campinas/SP

e Laureane Schimidt – Assessoria de Imprensa Nacional FSF

A causa da Organização humanitária Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) reúne, aproximadamente, 200 costureiras voluntárias pelo Brasil, para a confecção de bonecas. Chamadas de Nanhani, que significa “menina” em Changana, um dos dialetos mais utilizados em Moçambique/África, as bonecas foram incluídas entre as opções de presentes disponíveis no site da FSF: tag3sistemas.com.br/fsf2025/presentes.  

Cada uma custa R$50  e o dinheiro arrecadado é destinado para a Campanha Água África, que tem como meta a perfuração de poços artesianos para levar água limpa e em abundância às aldeias de Moçambique e Madagascar, na África, e para o sertão da Bahia, no Brasil. Juntas as costureiras já produziram 700 unidades e a meta é chegar a 1 mil.

A iniciativa partiu de uma costureira aposentada e voluntária da Fraternidade em Campinas, no Estado de São Paulo. “Há cinco anos entrei para a Fraternidade sem Fronteiras pelo bazar beneficente da Organização, para auxiliar costureiras voluntárias” e a partir daí, ela percebeu que poderia fazer mais.  “Temos tantas bênçãos diárias. Precisamos aprender a repartir para multiplicar”, comenta Teka Benabou.

A vontade de ajudar ao próximo estava por trás de uma necessidade maior, ajudar a si mesma. Ela começou o trabalho voluntário como uma possibilidade de cura para a dor da morte do marido. Para conferir a história de dona Teka em detalhes, clique aqui.

Assim como Teka, a maioria das costureiras buscaram a ação social como alternativa para aliviar o sofrimento causado pela depressão.Atualmente, essa ação reúne voluntárias divididas em coletivos pelos estados de  Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Sergipe, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Recentemente, foram 140 bonequinhas para Moçambique. “O trabalho não é meu. É muita mão amada que me ajuda”, agradece dona Teka.

 

Água África

A campanha Água África foi lançada em junho de 2018 e recebe doações a partir de R$20. Em Moçambique/África, mulheres com filhos nas costas caminham quilômetros para buscarem água suja. Em Madagascar/África, o consumo de água suja é uma das principais causas da diarréia em crianças e a também a principal causa da mortalidade infantil no país.

No sertão da Bahia – no Brasil, a comunidade Rio do Vigário, formada por 500 pessoas, paga pela água retirada de um poço construído pelo governo estadual. O ponto fica a 2 km de distância, a água é salobra e só pode ser retirada duas vezes por semana com quantidade limitada.

Cada doação proporciona saúde e melhor qualidade de vida a adultos, crianças e idosos através da perfuração de poços artesianos, implantação de hortas e muito mais. Com o dinheiro da campanha, quatro poços estão em construção: dois em Moçambique, um em Madagascar e outro no sertão da Bahia.

 

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