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Fome mata criança de 2 anos em Madagascar, África

Situação foi presenciada durante atendimento da Fraternidade sem Fronteiras em uma das regiões mais vulneráveis do mundo

Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF

Tovondrae, de 2 anos de idade, morreu de fome na aldeia de Silimosa, no sul da ilha de Madagascar. A criança estava em situação de desnutrição severa e foi encontrada por colaboradores do Projeto Ação Madagascar, da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF), durante visita ao local para uma avaliação da situação de vulnerabilidade dos moradores, principalmente as crianças.

“Conhecemos Tovondrae durante uma visita em Silimosa quando fomos avaliar as crianças naquela região. Quando olhamos para ela, sabíamos que precisávamos salvar sua vida. Mas, infelizmente, era tarde demais. Levamos a criança para o hospital e a reanimamos brevemente. Mais tarde, porém, a criança não conseguiu encontrar uma maneira de manter e desenvolver sua vida. Ficamos sem sangue, então tentamos ir ao hospital público para procurar bolsas de sangue, mas lá pudemos ver que, por causa da fome imposta pelas mudanças climáticas, as crianças estão se tornando vítimas”, explicou Prince Kalolo, coordenador do Projeto Ação Madagascar da Fraternidade sem Fronteiras
O coordenador do projeto Ação Madagascar ainda detalha que a criança pesava 4 quilos, quando o mínimo para a idade de 2 anos é de 9 quilos.

“Nos foi relatado que ela raramente comia, não foi amamentada porque a mãe não tinha leite para oferecer e nem comida”, lamenta Prince.

Campanha: A fome de Madagascar

O caso de morte por fome é a situação mais extrema e inimaginável para os dias atuais. Silimosa está a 39 quilômetros da sede do projeto da FSF em Madagascar, é uma localidade que ainda não é atendida pela ONG e que apresenta números preocupantes de desnutrição infantil. De acordo com o levantamento feito durante a visita dos colaboradores da FSF ao local,  420 crianças sofrem de desnutrição moderada,  90 estão em desnutrição aguda grave e outras 90 estão em risco de desnutrição ou abaixo do peso. 

“Diante do que foi presenciado em Silimosa, a FSF está com uma Campanha emergencial para o acolhimento imediato de 600 crianças para oferecer  alimentação e tratamento nutricional a elas”, explica o idealizador da FSF, Wagner Moura Gomes. 

A FSF já recebeu a doação de uma área de um hectare, onde será instalado um centro de acolhimento nutricional. A ajuda necessária é principalmente pelo apadrinhamento, uma doação mensal e contínua, a partir de R$25 por mês. Para apadrinhar, acesse o link: https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/a-fome-de-madagascar/ 

FSF em Madagascar

No Sul da ilha de Madagascar, a FSF atua, desde 2017, com uma clínica médica de referência na região, 13 centros de acolhimento para oferecer atendimentos médicos, refeições e tratamentos nutricionais. Pelo menos 10 mil crianças já foram tratadas e se recuperaram da situação de desnutrição. Por mês são entregues mais de 242 mil refeições. Todo o trabalho é mantido pelo apadrinhamento. 

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