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Em Catanduva-SP, Venezuelanos se casam e começam vida a dois com o próprio negócio

Casal chegou ao país pela fronteira com Roraima e hoje vive no interior de São Paulo

Por: Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF 

Sergimary Del Carmen Garcias Molina, de 28 anos, e Lorenzo José Baron Romero, de 26 anos, marcaram para a próxima sexta-feira, 19 de fevereiro, o casamento civil no cartório de Catanduva, interior de São Paulo. O jovem casal venezuelano chegou ao Brasil, no início de 2018, a pé, pela fronteira na cidade de Pacaraima – Roraima. Os primeiros dias no Brasil foram na Praça Simon Bolivar, até que a Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras, pelo projeto Brasil, um coração que acolhe, fez o acolhimento de quem estava em situação de rua em Boa Vista – Roraima. 

“Eles chegaram em um final de semana para fazer o cadastro das pessoas que estavam morando na rua. A acolhida no projeto foi ótima, pessoas de bom coração e com disposição 100% em nos ajudar”, relembra a engenheira de petróleo, Sergimary.

No projeto Brasil, um coração que acolhe, os venezuelanos recebem alojamento, refeições e toda assistência para que possam planejar o futuro no novo país. Entre as ações está a interiorização. “A senhora Marisdete Jesus conheceu a nossa história e aceitou nos ajudar. A Fraternidade sem Fronteiras nos deu a passagem de ida e o suporte para chegarmos até Catanduva, São Paulo”, conta Sergimary.

A interiorização do casal foi feita com uma diferença de cinco meses. Sergimary foi a primeira a chegar na nova cidade. Com a ajuda da voluntária da FSF, ela conseguiu um emprego em uma padaria, ganhou roupas, comida e estudos. “Nas primeiras semanas eu me comunicava com o auxílio de um tradutor da internet. Ganhei um livro de língua portuguesa e comecei a estudar. Em uma semana consegui ter mais facilidade e entender a língua portuguesa, isso me ajudou em tudo”, recorda a venezuelana de San Juan De Los Morros, estado Guarico.

Lorenzo também é engenheiro com especialização na área ambiental. No Brasil, foi contratado para trabalhar em uma lanchonete. A experiência do casal na área de alimentos fez com que decidissem apostar no próprio negócio. Depois de juntos, em Catanduva – SP, eles alugaram uma casa e começaram a organizar um carrinho para que pudessem vender hambúrguer, cachorro-quente e churrasquinho. A expectativa é que comecem a vender no início de março.

“A Venebras Burger, o sabor da Venezuela é a realização do nosso sonho em trabalharmos independentes. O nosso objetivo é trazer ao Brasil parte do nosso tempero e da nossa comida, com muito amor, fé e esperança no sucesso”, explica confiante Lorenzo, venezuelano nascido em San Felix, estado de Bolívar.

“Esperamos ser abençoados, termos uma estabilidade financeira e mais que isso, queremos retribuir para outras pessoas o quanto fomos ajudados aqui no Brasil. Vamos vencendo um dia de cada vez para continuarmos vivendo cada vez melhor aqui”, planeja e agradece Sergimary. 

Projeto Brasil, um coração que acolhedesde outubro de 2017, o Projeto Brasil, um coração que acolhe atende refugiados venezuelanos em Boa Vista. As pessoas acolhidas recebem refeições, moradia, itens de higiene, roupas, atividades recreativas e educacional, e o fortalecimento de valores para a convivência coletiva. Atualmente, os venezuelanos são acolhidos pela FSF em dois centros de acolhimento, sendo que o São Vicente II é coordenado e mantido pela FSF e abriga até 250 pessoas. 

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