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Fraternidade sem Fronteiras apoia projeto que cria e amplia bibliotecas para refugiados e migrantes venezuelanos em Boa Vista, Roraima

Uma das unidades ampliadas e reformadas foi a do Centro de Acolhimento São Vicente 2, administrado e coordenado pela FSF

Por Taemã Oliveira – assessoria de imprensa FSF em Boa Vista – RR

A biblioteca do Centro de Acolhimento São Vicente 2, do Projeto Brasil, um coração que acolhe da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF) foi ampliada e reformada pelos voluntários do projeto “Mi Casa, Su Casa” da Instituição Hands On Human Rights (HOHR), com apoio da FSF e em parceria com a Editora Magia de Ler (Jornal Joca) e Acnur (Agência da ONU para Refugiados).

Durante dois dias, o local foi ampliado, forrado, pintado e mobiliado para receber os 2 mil livros doados por diferentes estudantes do Brasil. A nova biblioteca foi entregue à comunidade do Centro de Acolhimento, na última quarta-feira (28), com a participação da equipe dos projetos “Brasil, um coração que acolhe” e “Mi Casa, Su Casa”, e ainda de representantes da Operação Acolhida e do Acnur. “Quero agradecer todo o esforço dessa operação, espero que esse processo possa alcançar outros centros de acolhimento e abrigos. Essa é só a etapa número um, com certeza vamos chegar em muitos outros locais”, disse Edgard Raoul, idealizador do “Mi Casa, Su Casa”.

“Sou só gratidão, principalmente à comunidade que estava em sinergia com a gente para que isso aqui acontecesse em tão pouco tempo. Este espaço é para somar com todos os acolhidos refugiados e migrantes venezuelanos que estão conosco”, disse emocionada, a coordenadora do Centro de Acolhimento São Vicente 2 – da FSF, Vanessa Epifânio. 

A comunicação visual da nova biblioteca foi de responsabilidade da arte-educadora Tuca Iralah e contou também com a participação dos acolhidos venezuelanos. As paredes verdes ganharam animações com ilustrações que trouxeram alegria e esperança.

“Eu queria trazer a identidade dessas crianças, a identidade da comunidade, fazer cada biblioteca ser única, então a participação deles foi essencial, com um diálogo visual e também de pessoas. Aprendemos muita coisa com eles e eu sempre falo ‘eu vou lá pra doar um tempo, mas na verdade eu vou lá é pra receber muita coisa”, disse a arte-educadora.

A biblioteca já está em funcionamento e os empréstimos de livros ficam registrados em um caderno, sendo o limite de 3 livros por vez para cada pessoa. [AF1] 

AS AÇÕES NO CENTRO DE ACOLHIMENTO SÃO VICENTE 2

Por quatro dias, voluntários do Projeto “Mi Casa, Su Casa” estiveram no Centro de Acolhimento São Vicente 2 – da FSF, onde estão acolhidos 187 refugiados e migrantes venezuelanos. No domingo (25), primeiro dia, foram entregues 800 cartas com palavras de carinho escritas por estudantes de diferentes escolas do Brasil. Os acolhidos leram e responderam às cartas com a ajuda dos facilitadores.

Na segunda-feira (26), sob a responsabilidade dos acolhidos com experiência em carpintaria, começou a reforma da biblioteca. O trabalho foi coordenado pelo analista de Projetos Sustentáveis da Fraternidade sem Fronteiras, Matheus Guimarães, que auxiliou na leitura e orientações sobre o projeto.

“A nossa recompensa é ver o trabalho gerar um resultado positivo para todo mundo do centro de acolhimento. A motivação de quem esteve aqui na reforma é ver os filhos deles tendo acesso à leitura”, contou o Matheus.

O acolhido, Carmelo Rodríguez, de 15 anos, participou da ampliação da biblioteca juntamente com outros cinco adolescentes e sete adultos. “Eu gosto dos livros que tratam mais de tecnologia que tenha a ver com computador e telefone”, disse com a expectativa de encontrar boas leituras.

Os livros chegaram na terça-feira (27) enquanto o espaço era preparado para recebê-los.

Sobre o Projeto Brasil, um coração que acolhe – atua, desde outubro de 2017, com cinco frentes de trabalho para o acolhimento de refugiados e migrantes venezuelanos nos estados de Roraima e Amazonas, na região Norte do Brasil. As ações são com assistência psicossocial, educacional, médica, reinserção socioeconômica, integração cultural e interiorização.

Sobre a Fraternidade sem Fronteiras – A FSF é uma Organização humanitária e Não-Governamental, com sede em Campo Grande (MS) e atuação brasileira e internacional. A instituição possui 68 polos de trabalho, mantém centros de acolhimento, oferece alimentação, saúde, formação profissionalizante, educação, cultivo sustentável, construção de casas e ainda, abraça projetos de crianças com microcefalia e doença rara. 

Todos os trabalhos são mantidos por meio de doações e principalmente pelo apadrinhamento. Com R$ 50 mensais é possível contribuir com um projeto e fazer a diferença na vida de muitas pessoas. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.fraternidadesemfronteiras.org.br 

Sobre o Projeto Mi Casa, Su Casa – O projeto foi idealizado pela alemã Stephanie Habrich que vive no Brasil e sonha em mudar a realidade das crianças e adolescentes através da educação. Este ano, completam dez anos da criação do Jornal Joca, jornal da Editora Magia de Ler, destinado à leitura infantil. Por meio do jornal, crianças, adolescentes e adultos escreveram cartas de acolhida para refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil. Foram arrecadadas 4.800 cartas e 38 mil livros de todos os gêneros, para todas as idades. O Jornal Joca junto com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e instituição Hands On Human Rights (HOHR) se uniram e com o apoio da Fraternidade sem Fronteiras, implementam o projeto: reúnem voluntários, entregam cartas, criam e/ou ampliam bibliotecas e distribuem livros para acolhidos venezuelanos.[AF2]  A mesma ação também será realizada em outros espaços de acolhimento da Operação Acolhida como o abrigo Rondon 1, com a entrega de 4 mil livros, e Associação Canarinhos da Amazônia, com 2 mil livros doados.

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