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Quantas palavras definem um Pai?

O amor paterno subsiste de fé, esperança e amor


Por Karla Silva – estagiária em comunicação da FSF

Neste domingo(8), comemoramos o Dia dos Pais. E, todos os anos, refletimos sobre a importância dessa figura nas famílias, sobre a dimensão do amor incondicional e a responsabilidade de criação dos filhos.

Muitos dizem que o pai é o alicerce da família e da vida dos filhos. Mas, quantas palavras compõem essa base? Amor, dedicação, exemplo, companhia, apoio, doação… Talvez a doação seja a palavra que resume todas as outras. Doar algo a alguém é em grande parte doar-se também. É repartir o tempo, as vestes, é dar de beber e comer, é praticar a fé.

Pai de dois filhos, Marcos Antônio de Araújo, 36 anos, é uma referência de doação e do quanto as adversidades podem lapidar a alma e fazer florescer fraternidade, esperança e fé.

Ele, a esposa Eliane Batista Araújo e o filho Miguel de 5 anos, moravam em Parelhas (RN) e no início deste ano mudaram para Campina Grande – PB para assegurar a continuidade no tratamento do menino, que há três anos é atendido no Instituto Professor Joaquim Amorim Neto de Desenvolvimento, Fomento e Assistência a Pesquisa Científica e Extensão – IPESQ – em Campina Grande (PB), que desde 2017, por meio do Projeto “Amor sem Dimensões”, abraçado pela FSF, presta assistência médica e multidisciplinar a crianças com microcefalia.

“A minha esposa passava a semana aqui (Campina Grande) e eu ficava lá. No começo desse ano, a gente decidiu vir embora para cá porque ficava muito difícil ela aqui fazendo tratamento com ele e eu lá sozinho. Nós perdemos uma filha com 12 anos em junho de 2019… Eu ficava sozinho lá, não foi fácil, não… Daí a gente decidiu vir morar aqui. Não é fácil sair da sua cidade, mas não me arrependo de ter vindo, não. Graças a Deus!”.

Todo o tempo, Marcos agradece a Deus pela oportunidade de evolução, aprendizado e doação. Trabalhador da construção civil, é voluntário no Projeto há sete meses, todos os dias trabalha confeccionando órteses para as crianças em tratamento, “É uma sensação maravilhosa fazer algo para essas crianças e melhorar a vida delas. É isso que Deus quer: que usemos nossos dons e nossos talentos para ajudar os mais necessitados, as pessoas que mais precisam. Eu me sinto feliz de ajudar uma criança, de ajudar uma mãe que não tem condições de pagar por uma órtese. Eu não tenho palavras… A órtese veio como mais uma oportunidade que Deus me deu”.

Apesar das adversidades, Marcos transmite muita paz em sua fala, sinceridade em sua gratidão e demonstra que tem muito para ensinar sobre amor ao próximo, sobre valorizar as relações e o tempo que temos na vida das pessoas. E orgulho do filho e da relação que estão construindo.

“Graças a Deus ele é um menino muito inteligente. A nossa relação é muito amorosa. Ele sente minha falta quando eu saio, ele acorda já chamando por mim. Ele me ensina mais do que eu ensino a ele. No olhar de uma criança especial a gente vê o amor verdadeiro e não tem como, a gente, como pai, não amar uma criança dessa. Graças a Deus ele tem me ensinado a ser uma pessoa melhor, a ver o outro com olhos de amor, abraçar mais, viver mais em união. Eu sou muito agradecido a Deus que permitiu que ele viesse especial justamente para sermos um ser humano de verdade. Eu amo muito ele! Graças a Deus ele está bem desenvolvido. Graças a Deus e à Fraternidade que nos apoiou e apoia, então eu tenho muito a agradecer”.

A Fraternidade sem Fronteiras (FSF) abraçou a causa do Amor sem Dimensões e compartilha do desejo de garantir o tratamento adequado para as crianças com microcefalia minimizando as sequelas e melhorando a qualidade de vida delas.

É bonito ver a admiração que Marcos tem por seu grão de gente. Uma semente com muito potencial de dar e receber amor, relembrar que a grandeza da vida está nos pequenos detalhes que constroem o dia a dia.

“Às vezes eu mexo numa coisa e outra aqui em casa e ele fala: quero mexer com o papai. Isso é bem gratificante, né? Escutar isso de um filho, querer imitar o outro…Mas, eu quero imitar ele. Ele é uma criança muito amorosa, faz amizade fácil com as pessoas e eu agradeço muito a Deus por isso”, emociona-se.

A gratidão, a fé, o amor e a crença no bem enchem o coração de Marcos e transbordam aos padrinhos da FSF. Sabemos que é por meio do apadrinhamento a possibilidade de garantir a continuidade dos projetos e oferecer dias melhores e mais felizes na vida de cada pessoa acolhida em cada projeto.

“Eu peço aos padrinhos que continuem a doar, porque são muito importantes nessa causa. Deus deu a eles o dom de doar, de fazer o bem, de ajudar as pessoas que mais precisam de ajuda nos outros projetos que a Fraternidade tem. Digo para aquelas pessoas que estão em dúvida se vão apadrinhar um projeto, não pensem duas vezes faça o que o seu coração está pedindo, porque é o que Deus quer: que ajudemos outras pessoas, nós vamos nos sentir melhor, livres. Você vai se sentir feliz em ver outra pessoa feliz. A cada dia que nós vivemos aqui na terra é para sermos pessoas melhores. Vamos viver o hoje, vamos ajudar hoje, vamos amar hoje. Hoje é o dia de amarmos”, conclui.


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