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No Malawi, Escola Ubuntu, para crianças refugiadas, comemora dois anos em atividade

No Malawi, Escola Ubuntu, para crianças refugiadas, comemora dois anos em atividade

Atualmente 310 crianças estão matriculadas no ensino infantil e fundamental

Por Taemã Oliveira, assessoria de imprensa FSF

 

 

A Escola Ubuntu, do Projeto Nação Ubuntu, da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF), no Malawi – África, completa dois anos de atuação no Centro de Acolhimento que fica ao lado do Campo de Refugiados de Dzaleka.  

 

Para as comemorações, foram trabalhados nove valores Ubuntu com cada turma de estudantes, entre eles: a paz, solidariedade, justiça e espiritualidade. Os alunos tinham a missão de relacionar esses valores com alguma música, com alguma vivência. O resultado foram danças, caminhadas e até mesmo uma peça teatral. As crianças também participaram da nova intervenção visual do espaço físico, pintando as próprias mãozinhas em uma parede nas cores da Fraternidade sem Fronteiras. 

 

Desde a inauguração da Escola Ubuntu foram muitos avanços. No primeiro ano, por exemplo, só tinha a educação infantil com 208 alunos matriculados com idade de quatro meses a cinco anos. O desafio, naquele momento, era expandir também para o ensino fundamental, o que foi possível neste segundo ano de atividades. Hoje são 310 crianças matriculadas na educação infantil e ensino fundamental I, com idade entre três e nove anos. Além do início do funcionamento da creche que atende 60 bebês de até três anos. Para atender todas essas crianças, são cinco turmas infantis e quatro turmas do fundamental. Todos os dias elas recebem duas refeições. 

 

“Têm crianças que são selecionadas por estarem em situação de extrema vulnerabilidade, de não terem o que comer em casa, e só nessa transição pra escola a gente já percebe uma melhora no estado de saúde”, avaliou Lilian Villanova, coordenadora pedagógica, sobre a importância da escola não só para o processo de formação dessas crianças refugiadas. Mesmo com toda dedicação e com conquistas já alcançadas, a estimativa é de que mais de 20 mil crianças em idade escolar seguem fora das salas de aula em Dzaleka. 

 

A Escola Ubuntu é uma escola de ensino formal que está em processo de regularização junto ao Ministério da Educação do Malawi, mas antes mesmo dessa regularização sair, já segue o calendário nacional escolar. Os professores são refugiados e migrantes de Dzaleka, alguns são malawianos. Todos recebem capacitação continuada. “A nossa pedagogia valoriza as relações, então, a escola é um local de muito afeto, e isso melhora demais a sensação de bem estar e segurança. É tão curioso que, aos finais de semana, têm crianças tentando fugir de casa pra ir pra escola. É que o ambiente da escola se tornou mais saudável do que o do lar”, concluiu Lilian.

 

O desafio agora é entender como as próprias famílias enxergam a escola na vida das crianças e de todos. Para isso, professores e colaboradores estão aplicando questionários. O resultado será em breve. 

 

O projeto que há um ano tinha 84 colaboradores, hoje conta 257 mãos voluntárias que fazem, diariamente, o Projeto Nação Ubuntu acontecer.

 

 

 

 

Sobre o projeto Nação Ubuntu – No Malawi, o Projeto Nação Ubuntu, desde setembro de 2018, tem o objetivo de mudar as histórias de vida e oferecer às crianças, jovens e toda a população de refugiados e malawianos em situação de vulnerabilidade um novo modelo de vida – uma nova oportunidade. Além da escola, são oferecidas oficinas de trabalho com biocarvão, costura e produção de sabão. As obras no local são para a construção de escolas e casas. Atualmente, 310 crianças estudam graças à FSF e 78 famílias têm casa própria.



Sobre a Fraternidade sem Fronteiras – A FSF é uma Organização humanitária e Não-Governamental, com sede em Campo Grande e atuação brasileira e internacional. A instituição possui 68 polos de trabalho, mantém centros de acolhimento, oferece alimentação, saúde, formação profissionalizante, educação, cultivo sustentável, construção de casas e ainda, abraça projetos de crianças com microcefalia e doença rara. Todos os trabalhos são mantidos por meio de doações e principalmente pelo apadrinhamento. 
Mais informações acesse o site http://www.fraternidadesemfronteiras.org.br.

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