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As caravanas da Fraternidade

Ser caravaneiro é ter a bagagem da volta muito maior do que a que se leva. 

Estar na África “é o mais perto que chegamos de Deus”. Fátima Áquino, assistente social. Ela nos fez um depoimento comovente e revelador. “Se eu levantasse as mãos, eu tocava nas mãos Dele. Eu vi Deus naquele lugar. É um reposicionamento no universo. A Fraternidade é uma busca para sermos uma pessoa melhor. É de verdade um encontro com o Divino”.

Dia 11 e 13 de fevereiro, no próximo domingo e terça-feira, saem as duas primeiras caravanas do ano de 2018 da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras. Para Moçambique na área da saúde e em Madagascar, geral. Durante todo o ano, a lista de voluntários  inscritos estão completas. O retorno será nos dias 23 e 27.

As caravanas da Fraternidade sem Fronteiras ou turismo humanitário, nome que passou a ser chamado para viagens de férias em lugares de extrema pobreza com a missão de ajudar, é desde 2010 a transformação de vida de 12 mil crianças africanas acolhidas pela ONG. E como elas começaram? “Foi acontecendo, as pessoas queriam ir e ajudar”, conta Wagner Moura, fundador e presidente da FSF.

A estadia no continente África é a representação do verdadeiro nome que se dá ao projeto da Organização humanitária composta por milhares de voluntários.Construir um mundo sem fome e de paz é o objetivo. Há anos a miséria dos países africanos chama a atenção. Os voluntários, padrinhos da causa, profissionais de todas as áreas embarcam com a única missão de praticar a caridade.

Divididas entres caravanas da saúde, educação e uma de voluntários de todas as áreas no geral, os principais atendimentos oferecidos durante 10 a 15 dias, são avaliações médicas e dentárias, escovações, orientações de higiene e entrega de roupas e calçados - doados por pessoas de diversos estados brasileiros e até do exterior, trazidas pelos caravaneiros. Mas a maior missão ainda é a troca de afeto e compaixão com essas crianças que não conheciam o sentimento de esperança.

 

  

 

De 8h da manhã até 5h da tarde, os voluntários trabalham incansavelmente atendendo aproximadamente num total em Moçambique 4,5 mil pessoas e em Madagascar três mil, entre crianças, jovens e idosos. Os atendimentos são divididos por aldeias e as crianças são sempre prioridades. Fora o trabalho regular, novas oficinas de capacitação profissional, como corte, costura e artesanatos, padaria e agricultura familiar, têm também trabalhos de ampliação de estrutura e de novos projetos.
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Os caravaneiros são padrinhos do projeto, muitos estão indo pela primeira vez, deixando suas casas e famílias para se dedicarem um pouquinho a quem tanto precisa. Paulo Melo é empresário e conheceu a Fraternidade logo em seu início, viajou a Moçambique em 2012 e até hoje é voluntário em todas as ações e trabalhos em prol da ONG. “Sempre me senti na obrigação de retribuir o que Deus me presenteou. Evolui 10 anos em 10 dias. É um misto de satisfação com impotência. Esse ano pretendo voltar. Ainda me arrepio com a realidade que encontrei”.

Paulo Melo em 2012 nas aldeias de Moçambique nas primeiras caravanas

Português, Brasil

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