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Sem dor, mais esperança.

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Inauguramos dois consultórios odontológicos, instalados no primeiro centro de acolhimento – uma conquista que nasceu no coração da cirurgiã-dentista, Ângela Martins. Ela integrou o grupo de voluntários que foi em caravana a Madagascar, em junho de 2017. “Senti uma angústia e tristeza profunda, observando a extrema necessidade das crianças”, relata, lembrando que a dor de dente é classificada como uma dor intensa e cessa somente com tratamento e medicação adequada.

Na viagem de volta daquela caravana, Ângela soube que a equipe de voluntários havia conseguido um contêiner para levar doações às famílias da ilha. Sentiu que estava diante de uma oportunidade. Deu início a “correria” para conseguir materiais e voluntários disponíveis. “Esse movimento foi mágico porque dezenas de portas se abriram. Foi lindo perceber cada coração se sensibilizando com a dor do próximo. Conseguimos reunir tudo a tempo e as doações cruzaram o oceano ao encontro de nossos irmãos Malgaxes, tão necessitados de tudo”, declara, emocionada.

Quando os equipamentos chegaram pelo contêiner, em novembro de 2017, surgiram novos desafios. “Enfrentamos muitos limites técnicos durante a instalação e dificuldades no fornecimento de energia elétrica e água”. A boa vontade e perseverança dos profissionais voluntários foram decisivas. Do Brasil, Ângela acompanhou o trabalho dos colegas cirurgiões-dentistas, que em caravana a Madagascar, inauguraram o consultório.

Na quarta-feira, no dia 20 de fevereiro, ela teve a imensa felicidade de acordar e ver o sonho realizado. “Eu acredito que muda de maneira muito significativa a qualidade de vida das crianças. Sem fome porque se alimentam todos os dias nos centros de acolhimento, sem dor porque são assistidas e tratadas pelos médicos e dentistas. Sem fome e sem dor, elas podem estudar e com a educação o mundo delas com certeza irá se transformar”.

Aprendizado – Ângela passava por um momento de muita tristeza quando conheceu o trabalho da Fraternidade. A doação para aqueles que necessitam foi o que fez com que ela reencontrasse um novo caminho. Animada, diz “o trabalho até agora foi árduo mas foi só o começo! Um primeiro passo essencial. Estamos iniciando e precisamos de muitos corações solidários para prosseguirmos.”

Muito a fazer e o caminho até aqui deixa também um aprendizado especial. “Wagner (o fundador e presidente da FSF) me ensinou algo muito valioso. Disse a ele que, mesmo com sacrifícios financeiros, eu iria adquirir os equipamentos odontológicos e enviar para Ambovombe. Fiquei planejando como eu faria para disponibilizar os recursos necessários e adquirir tudo. Eu me lembro como fosse agora. Ele disse o seguinte para mim: “não faça isso sozinha! Envolva outras pessoas.

Fale com seus amigos e colegas sobre a causa.” Imediatamente, no tempo de espera nos aeroportos, pois foram 4 dias de viagem de volta, iniciei a campanha. Além do exercício de humildade que pratiquei ao pedir por irmãos mais necessitados, dezenas de pessoas tiveram a oportunidade de conhecer a Fraternidade sem Fronteiras e somar nesse trabalho em prol do outro.”

Atendimento – por enquanto, o atendimento odontológico prioriza as crianças acolhidas pela Fraternidade sem Fronteiras e é realizado por cirurgiões-dentistas voluntários, durante as Caravanas da FSF, que ocorrem de 3 em 3 meses. A rotina de cuidados no centro de acolhimento, inclui a escovação diária dos dentes, com produtos de higiene doados pelo movimento fraterno.

Em Ambovombe, cidade com 60 mil habitantes no sul da ilha de Madagascar, existe apenas um consultório odontológico, dentro do hospital, e o serviço é cobrado. A Fraternidade sem Fronteiras está acolhendo 4 mil pessoas da região, especialmente crianças.

 

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