• 🇩🇪 DEU
  • 🇫🇷 FRA
  • 🇨🇭 CHE
  • 🇬🇧 GBR
  • 🇺🇸 USA
  • 🇨🇦 CAN

Home > Blog

Corações voluntários para ajudar refugiados

Voluntários de diversas cidades brasileiras unem-se para arrecadar alimentos, produtos de higiene e medicamentos para ajudar famílias venezuelanas que atravessam a fronteira para o Brasil, todos os dias, fugindo da maior crise humanitária da América Latina. A mobilização de arrecadação vai fortalecer uma ação inédita que acontecerá durante a Páscoa. Brasileiros de várias cidades vão em caravana à Roraima, levar assistência, atendimento à saúde e criar pontes para o que os venezuelanos mais precisam: trabalhar para recomeçar. A ação está sendo coordenada pela ONG Fraternidade sem Fronteiras em parceria com o Projeto Canudos.

“Essas pessoas que estão deixando o país sem saber pra onde ir, são pessoas como nós. Fico pensando como seria se eu pegasse as minhas malas e saísse a pé, atravessando a fronteira pra um país que eu não conheço, que eu não falo a língua”, solidariza-se Danielle Gimenes, voluntária da FSF, moradora de Itu, interior de São Paulo. Ela tem amigos venezuelanos e diz que ao ouvir relatos deles criou ainda mais empatia pela causa.

A voluntária da FSF, Joyce Simões, de Indaiatuba, diz que a situação das crianças é a que mais a sensibilizou. “Eu acho que as piores cenas foi ver o pessoal esperando em uma fila, um monte de criança pra ganhar um pão. Pra gente que é mãe, é difícil”, conta, completando: “a gente está se juntando aqui, pequenas abelhinhas se juntando pra poder ajudar”. As doações de Itu, Indaiatuba e outras 16 cidades do interior de São Paulo serão levadas em caminhão até Boa Vista. O transporte foi doado por um dos empresários que apoiam a causa.
O coordenador da campanha em Campinas, Ranieri Dias, está feliz com o resultado na cidade. “O objetivo era esse de encher uma carreta de produtos não perecíveis e de higiene básica. A ação juntou muita gente, graças a Deus, o objetivo é esse, deixar as pessoas fraternas”, comemora Ranieri, esperançoso de que a ação se repita. “Saber o drama de uma pessoa sair com uma mão na frente e outra atrás, sem alimento, as vezes muito fraco e ter que andar 250 quilômetros, essa situação me comove”, comenta.

A situação também sensibiliza o farmacêutico Satyaki Afonso, que organiza doações em Goiânia. “É maravilhoso quando nós percebemos que um pequeno esforço da nossa parte gera um movimento tão grande. É muito bonito ver o Brasil acolhendo um povo vizinho”. A ajuda pode vir de qualquer lugar do País, mesmo de onde não tem pontos de coleta. Como o transporte até Roraima custa caro, foi aberta uma campanha para doação de qualquer valor em dinheiro para compra de itens de necessidades básicas, em Boa Vista, durante a caravana da Páscoa. A doação pode ser feita em uma das contas da Fraternidade sem Fronteiras.

Não mais refugiados, acolhidos – Além de alimentos, itens de higiene e atendimento médico, os voluntários que irão até Boa Vista vão realizar cadastros para encaminhar os imigrantes ao mercado de trabalho. A voluntária Priscila Alexandre, uma das responsáveis pela ação, relata que a caravana começou do sonho de 4 pessoas que iam em pequeno grupo e acabou se transformando em algo muito maior em apenas 4 dias. “Essa é a primeira caravana pra lá. Eu ainda não consegui assimilar o tamanho que está se tornando isso. Que essas pessoas se sintam acolhidas, abrigadas, e não mais refugiadas, que elas possam se sentir em casa”, deseja.

Brasil, um coração que acolhe – A campanha de arrecadação e a caravana a Roraima intensificam as ações de ajuda humanitária, já iniciadas pela Fraternidade sem Fronteiras. Em outubro do ano passado, a FSF lançou a campanha “Brasil um coração que acolhe” e com a ajuda de voluntários, padrinhos e apoiadores, inaugurou, pouco antes do Natal, um centro de acolhimento para venezuelanos em Boa Vista.

O centro tem capacidade para acolher 100 famílias. Ele foi construído em uma área de cinco mil metros quadrados e o aluguel de um ano do terreno foi doado por empresário local. As famílias dormem em barracas dormitórios, doadas à ONG por empresário de São Paulo. O refeitório, banheiros e lavanderia são de uso coletivo e foram construídos em alvenaria. Entre os acolhidos, há os que viajaram para outros estados, contratados. Assim, à medida que conquistam novas oportunidades, abrem-se espaços para novas histórias, novos sonhos de recomeço.
Para quem quiser participar dessa caravana de amor e fraternidade é só acessar pelo link http://bit.ly/CadastroCanudos e se cadastrar.

 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Livro dá visibilidade à realidade vivida em comunidades atendidas pela Fraternidade Sem Fronteiras em Madagascar

A realidade enfrentada por famílias atendidas pela Fraternidade Sem Fronteiras no sul de Madagascar é o tema do livro Onde deságua o desengano, da jornalista e voluntária da FSF, Patrícia Espírito Santo, que será lançado nesta quarta-feira, dia 15 de abril, às 18h30, em Belo Horizonte (MG). Resultado de três temporadas vividas pela autora entre 2023 e 2025, a obra nasce da convivência direta com comunidades da região de Antandroy, onde a FSF atua com  o oferecimento de alimentação, acolhimento

Ler mais »

DA SALA DE ARTES À GALERIA KULUNGWANA: Júlio Sitóe leva talento artistico do Projeto Acolher Moçambique à exposição em Maputo

Por Enoque Daniel – Correspondente da FSF Moçambique O jovem artista do projeto Acolher Moçambique, da Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), Júlio Sitóe, participou, no mês de março, de uma exposição coletiva realizada na Galeria Kulungwana, na cidade de Maputo, capital de Moçambique. Na ocasião, apresentou três obras ao público, integrando uma mostra que reuniu cerca de 300 artistas. A exposição teve início no dia 19 de março e permanece aberta até o dia 8 de maio de 2026.    A participação

Ler mais »