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Caravana para Malawi: O seu amor faz a diferença!

A primeira caravana para o Malawi/África aconteceu em dezembro de 2018, e além da estrutura implantada e dos atendimentos realizados dentro do Campo de Refugiados Dzaleka para o projeto Nação Ubuntu, a caravana deixou de herança em cada pessoa que participou, memórias vivas de uma realidade difícil. As sequelas das guerras deixadas nos mais de 38 mil refugiados estão longe da compreensão de quem nunca passou nem perto das situações por eles vivenciadas. Em meio a esse turbilhão de emoções e sensações, a fé e a esperança são o que movem todos os recomeços.

O médico Marcos Gomes embarcou ano passado para o Malawi, na primeira caravana com destino ao projeto Nação Ubuntu. Das muitas situações que viu, nenhuma o marcou mais do que as histórias que ouviu por lá: “Confesso que eu esperava encontrar uma pobreza material e uma falta de estrutura, como encontramos em Madagascar. E por incrível que pareça, não foi isso que me chocou ao conhecer o Campo de Refugiados. O que mais me impressionou foram as sequelas de um passado muito pesado. Ouvimos muitas histórias fortes de violência e nos deparamos com um quadro grande de depressão”.

Nesta primeira caravana foram, ao todo, 2045 pessoas atendidas, destas, 894 eram crianças. Entre as principais doenças encontradas, a “doença mental” aparece como uma das principais. Para a psicóloga Adriana Dornellas, que também participou desta caravana, os dez dias que teve a oportunidade de passar lá, foram intensos em todos os sentidos. “Estar com aquelas pessoas, ouvir tantas histórias de dor e sofrimento me fez repensar em como estamos tratando uns aos outros, me fez questionar mais ainda a nossa frágil ideia de individualidade”, desabafa ela, que continua: “aproximadamente 40 mil pessoas vivem no campo e quase 100% dos refugiados fugiram de seus países por conta de conflitos étnicos, tribais, por terras e/ou religiosos. Eu tinha uma ideia do que iríamos encontrar por lá, mas a realidade é sempre mais dura”, desabafa.

É para levar um pouco mais de esperança e amor a essas pessoas que a Caravana da Saúde parte com destino ao Malawi no próximo mês de julho. Focados em continuar os atendimentos que iniciaram antes e com o objetivo de trabalhar mais na saúde mental dos refugiados, a caravana está com inscrições abertas a todos os profissionais que desejam fazer parte desse momento.

“Costumo dizer que o trabalho voluntário beneficia muito mais quem se propõe a realizá-lo do que quem o recebe, mesmo sendo uma via de mão dupla. Pretendo voltar em julho para continuar a semear mais esperança em mim, em nós e no planeta”, declara Adriana.

TRABALHO NÃO PAROU

O trabalho de saúde iniciado em dezembro de 2018 não se limitou somente à caravana. Ainda segundo o doutor Marcos Gomes, alguns rapazes foram treinados para agirem como agentes de saúde dentro do Campo de Refugiados. “Conseguimos resultados interessantes preparando algumas pessoas para nos ajudarem na continuação dos tratamentos que iniciamos lá”, comentou ele. “O Anderson, que foi meu tradutor, é um deles. Ele veio refugiado do Congo, aprendeu inglês e francês dentro do campo e hoje nos ajuda quanto a medir pressão, glicose, aplicar injeção e mais”, finaliza.

Um pouquinho de cada um e o mundo pode se tornar bem melhor. Vamos juntos? A Caravana da Saúde será do dia 07 a 17 de julho. Faça sua inscrição aqui

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