
Por Taemã Oliveira, assessoria de imprensa FSF/Boa Vista – Roraima
O projeto Brasil, um coração que acolhe, da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF) recebeu duas novas bibliotecas do projeto “Mi Casa, Tu Casa” – Minha Casa, Sua Casa, nos Centros de Acolhimento Espaço Emergencial 13 de Setembro e Pricumã, em Boa Vista – Roraima. Os espaços são para toda a comunidade refugiada e migrante venezuelana e conta com livros para todas as idades.
A Maria Solorsano, de 14 anos, se entusiasmou com a novidade. “Li quase 10 livros e estou muito feliz, porque aqui tem livro em português para a gente aprender o idioma, mas também em espanhol”, disse.
A própria comunidade se divide para administrar os espaços, com os cuidados da limpeza e da organização dos livros. Os ambientes são climatizados e com espaços para sentar e deitar durante a leitura. Empréstimos também são permitidos.
A iniciativa das bibliotecas é do jornal Joca, em parceria com o ACNUR (Agência da ONU para Refugiados), a organização não-governamental Hands On Human Rights, a Operação Acolhida e, nestes casos, também com o apoio da Fraternidade sem Fronteiras. São pelo menos 1.500 pessoas beneficiadas. Os livros foram doados por crianças e adolescentes de escolas de todo o Brasil, junto com cartinhas destinadas aos acolhidos.
Doze voluntários estiveram em Boa Vista organizando os livros, pintando os espaços, lendo histórias para os jovens venezuelanos e aplicando um questionário para saber como as bibliotecas estão impactando no dia a dia das pessoas em situação de acolhimento. Uma voluntária de Roraima vai seguir fazendo atividades com a comunidade uma vez por semana.
“Nós já tivemos essa experiência de ter uma biblioteca, que foi no Centro de Acolhimento São Vicente 2. E os impactos são muito positivos. Os adolescentes passaram a ter mais responsabilidade e vínculo com o local de moradia deles. Além de ser mais uma opção de lazer onde todos podem acessar. O Pricumã, por exemplo, têm muitas crianças com mobilidade reduzida ou com alguma necessidade especial e nós temos certeza que essa nova biblioteca vai ser revolucionária, porque vai agregar a todos”, disse Arthur Dias, coordenador do Projeto Brasil, um coração que acolhe.

