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Centro de Acolhimento Indígena Jardim Floresta, do Projeto Brasil, um coração que acolhe, é considerado abrigo modelo pela Operação Acolhida em Roraima

Centro de Acolhimento Indígena Jardim Floresta, do Projeto Brasil, um coração que acolhe, é considerado abrigo modelo pela Operação Acolhida em Roraima

O centro recebeu as visitas dos Ministérios da Defesa e Cidadania e do General do Comando Militar do Nordeste 

Por Taemã Oliveira, assessoria de comunicação FSF 

 

 

O Centro de Acolhimento Indígena Jardim Floresta é, desde fevereiro de 2022, de gestão do Projeto Brasil, um coração que acolhe, da Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF), em Boa Vista, Roraima. Ele é considerado um abrigo modelo pela Operação Acolhida, resposta do governo brasileiro à crise humanitária e por isso, na última semana, recebeu a visita de representantes dos ministérios da Defesa e Cidadania e do General do Comando Militar do Nordeste, de onde veio parte dos militares do 13° contingente em missão para Roraima. O objetivo foi conhecer a estrutura, as atividades realizadas por equipes militares, civis e também da comunidade.

 

Com capacidade para acolher até 460 indígenas refugiados e migrantes venezuelanos, atualmente está com 445 indígenas das etnias Warao, Eñepa, Kariña e Akaewaio. A comunidade também participa da gestão do espaço e, além de ser dividida por etnias, ainda é subdividida em grupos que têm suas lideranças que fazem a ponte com a coordenação do Projeto. 

 

 “Nós somos o único Centro de Acolhimento Indígena que têm 4 etnias diferentes convivendo pacificamente e por isso também somos referência para receber casos de proteção, aqueles casos mais delicados, como de mulheres vítimas de violência que não puderam mais permanecer no mesmo espaço do agressor, menores desacompanhados, do público indígena”, explicou Vanessa Epifânio, coordenadora de operações do Projeto, sobre as características do Jardim Floresta.

 

O tamanho do centro, o menor entre os indígenas, é um fator fundamental para que ele receba essa denominação, porque com tamanho menor e menos pessoas, é mais fácil proporcionar e manter uma estrutura melhor, além de ser mais fácil colocar em prática projetos pilotos. Por isso, as visitas são comuns. 

 

“Esta é a primeira vez que o Projeto Brasil, um coração que acolhe assume a gestão de Centro de Acolhimento Indígena e é um grande desafio para o Projeto e para mim enquanto gestor, porque se trata de uma comunidade com hábitos e comportamentos já muito bem estabelecidos. Mas têm sido uma grande experiência porque aqui realmente é um espaço modelo, em questão de estrutura, convivência, de gestão participativa, de limpeza, e tudo mais”, ressaltou José Roberto Malaquias, coordenador do Centro de Acolhimento Indígena Jardim Floresta. 

 

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