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Café com Leitura é momento de acolhimento aos idosos no Projeto Brasil, um coração que acolhe

Idosos em momento Café com Leitura, com a gestora de proteção Rosângela Alves

Por Taemã Oliveira, comunicação FSF 

Os anos vão passando e a idade passa junto. O que nunca passou pela cabeça de muitas pessoas é ter que enfrentar um deslocamento forçado na conhecida “melhor idade da vida”. Muitos idosos venezuelanos têm vivido essa experiência, com muita frequência, desde, pelo menos, 2014. Na fronteira entre Brasil e Venezuela, ver idosos chegando é uma cena comum que se torna um desafio quando olhamos para os centros de acolhimento. 

As equipes dos centros de acolhimento 13 de Setembro e Pricumã de gestão do Projeto Brasil, um coração que acolhe, da Fraternidade sem Fronteiras, por meio de parceria com o ACNUR, passaram a fazer encontros quinzenais com grupos de idosos chamados de Café com Leitura. Com um cafezinho bem quentinho e algumas bolachinhas, o momento é de acolhimento a quem muitas vezes está com o olhar perdido no dia a dia. Rodeados de pessoas da mesma idade, os idosos podem fazer leituras, conversar sobre temas propostos pelas equipes dos centros e ainda participar de algumas dinâmicas motivacionais. Os resultados já são nítidos. 

“Eles sempre ficam perguntando quando será o próximo encontro, já percebemos que para eles virou uma rotina e é um momento aguardado. Essa é uma característica das pessoas idosas, elas gostam dessa rotina e elas precisam dela”, explicou Rosângela Albuquerque Alves, gestora de proteção do 13 de Setembro. 

Os centros de acolhimento são locais de estadia temporária, sem o conforto de um lar, sem exclusividade, um espaço de apoio para aqueles que precisam parar um pouco, resolver questões documentais e até mesmo emocionais, para seguir a vida longe do país de origem. Mas como incluir os idosos nesse processo? Seguir para onde? Trabalhar depois de já tanto contribuir? 

Os questionamentos são feitos há pelo menos cinco anos, tempo em que o Projeto está em atividade no estado de Roraima. E esse segue sendo um desafio para todos. O fato é que com fraternidade, acolhimento e amor tudo fica mais fácil e assim eles vão ficando, dia após dia, mas não para sempre. A oportunidade de um destino diferente pode estar na interiorização com o apoio dos chamados Acolhedores Voluntários. 

Você pode ajudar, saiba mais sobre o Acolhedor Voluntário.
Conheça o Projeto Brasil, um coração que acolhe.
Apadrinhe. Apadinhar é amar!

 

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