Quando uma crise migratória bate à porta, existem dois caminhos possíveis: fechar fronteiras ou abrir o coração.

A Fraternidade Sem Fronteiras, por meio do Projeto Brasil, um coração que acolhe, escolheu acolher. Escolheu caminhar ao lado das pessoas refugiadas e migrantes venezuelanas e, junto com elas, lançar ao mundo uma mensagem concreta de paz, dignidade e corresponsabilidade.

Nossa atuação teve início na fronteira do Brasil com a Venezuela, em outubro de 2017. Com o apoio de voluntários, apoiadores, madrinhas e padrinhos, construímos nosso primeiro Centro de Acolhimento — um espaço onde famílias passaram a encontrar não apenas moradia e alimentação, mas também acesso à saúde, apoio psicossocial, educação, aulas de português e, sobretudo, a possibilidade de serem protagonistas de sua própria história, compartilhando responsabilidades na vida comunitária.

Ao longo dos anos, ampliamos nossas frentes de atuação graças aos apadrinhamentos e às parcerias institucionais. Em cooperação com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e em articulação com a Operação Acolhida — resposta do Brasil à crise humanitária venezuelana — a Fraternidade Sem Fronteiras assumiu a gestão de dois Centros de Acolhimento em Roraima: Pricumã e Jardim Floresta. Por meio dessas frentes de trabalho, mais de duas mil pessoas foram acolhidas anualmente e preparadas para o acesso ao mercado de trabalho brasileiro.

Roraima, no entanto, é um estado pequeno para tantos recomeços. Por isso, centenas de famílias aguardavam a oportunidade de reconstruir suas vidas em outras regiões do país. Entre outubro de 2017 e dezembro de 2021, cerca de 1.500 refugiados e migrantes venezuelanos foram interiorizados pelo projeto, de forma voluntária, para diferentes estados brasileiros — reafirmando dois princípios fundamentais: que Roraima não poderia, sozinha, atender a todas as demandas de saúde, educação e emprego; e que a crise migratória é uma responsabilidade humanitária de todo o Brasil.

No dia 31 de dezembro de 2025, a Fraternidade Sem Fronteiras encerrou as atividades do Projeto Brasil, um coração que acolhe, no estado de Roraima. A decisão foi tomada a partir de avaliações técnicas, operacionais e de contexto, considerando também a necessidade de redirecionar esforços para outras frentes prioritárias de atuação da organização, sempre com o compromisso de promover a dignidade humana e a aplicação responsável dos recursos.

Todo o processo de encerramento ocorreu de forma articulada, com a transição gradual e coordenada da gestão para a Operação Acolhida, assegurando a continuidade da moradia, do acesso aos serviços essenciais e da proteção humanitária às famílias acolhidas.

Seguimos certos de que acolher transforma — e de que o coração continua sendo a nossa maior força.

DESDE 2017 - 1500 INTERIORIZAÇÕES.

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"QUE SER HUMANO QUEREMOS SER?"

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