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Socorro aos refugiados: Fraternidade sem Fronteiras se mobiliza para levar comida ao campo de refugiados de Dzaleka, na África

Organização humanitária brasileira abre campanha para auxiliar 56 mil refugiados de guerra com alimentação

Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF

A Organização humanitária Fraternidade sem Fronteiras (FSF) abriu uma campanha emergencial para levar alimentação aos 56 mil refugiados abrigados no campo de refugiados de Dzaleka, no Malawi, África, vindos principalmente da República Democrática do Congo, Burundi e Ruanda. A ação foi tomada depois que a coordenação da FSF tomou conhecimento de que os recursos financeiros internacionais enviados aos refugiados serão cortados.


“Estamos diante de uma situação muito grave e que pode se agravar. O recurso que é disponibilizado para os refugiados, de 5 dólares por mês, por pessoa, será cortado totalmente a partir do mês de junho. Uma lei do país não permite que eles saiam do campo para qualquer atividade, inclusive para buscar um trabalho, ou escola…Eles precisam ficar dentro do campo de refugiados o tempo todo seguindo essa determinação. Esse valor era a única coisa que os ajudava a sobreviver, que fazia com que, pelo menos, eles conseguissem ter uma refeição no dia, ou, às vezes, uma refeição a cada dois dias. Sem esse recurso e sem poder sair do campo, como essas pessoas vão sobreviver?”, questiona Clarissa Paz, coordenadora do Projeto Nação Ubuntu, da FSF, localizado ao lado do campo de Dzaleka.

 
Entenda a situação
Em 2025,  houve uma redução significativa nos recursos destinados às organizações de ajuda humanitária que atuam globalmente, entre elas as que atuam no campo de refugiados de Dzaleka. Essa decisão tem causado preocupação entre especialistas, beneficiários e organizações que dependem desses fundos para manter os programas de assistência. Os cortes afetam áreas essenciais de combate à fome, saúde e educação nas regiões mais vulneráveis do mundo. As organizações humanitárias alertam que a diminuição de verbas pode atrasar ou até interromper projetos importantes, dificultando o trabalho de ajuda em zonas de conflito, áreas afetadas por desastres naturais e comunidades em situação de pobreza. 

Campanha Irmão ajuda irmão

Para oferecer uma ajuda emergencial, a campanha Irmão ajuda Irmão da Fraternidade sem Fronteiras pretende arrecadar recursos para repasse aos refugiados, e possível compra de terrenos para o cultivo da agricultura sustentável com o plantio de hortaliças, legumes e frutas.

“Neste momento, estamos vendo uma situação muito desafiadora e é natural que isso gere preocupação. Mas, nossa esperança e nosso trabalho permanecem firmes. Acreditamos na força da fraternidade, em que cada um possa ver o outro como seu irmão, e assim a nossa força crescer e o projeto expandir sua atuação para ajudar o maior número de pessoas possíveis”, pondera Wagner Moura Gomes, idealizador da FSF.  

As doações podem ser no valor de R$35, por mês, para alimentar uma pessoa por dia ou de  R$250, por mês, para alimentar uma família por dia.
Já as doações únicas, a partir de R$10, serão para auxílio da alimentação e na compra de terrenos próximos ao Projeto Nação Ubuntu para o cultivo de alimentos. Conforme os recursos forem sendo recebidos, uma triagem irá dar preferência para mulheres com filhos e aqueles em situação de maior vulnerabilidade. 

Para ajudar, acesse: https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/irmao

Sobre o projeto Nação Ubuntu – No Malawi, o projeto Nação Ubuntu, desde setembro de 2018, tem o objetivo de mudar as histórias de vida e oferecer às crianças, jovens e toda a população de refugiados e malawianos em situação de vulnerabilidade um novo modelo de vida – uma nova oportunidade. Além da escola, são oferecidas oficinas de trabalho com biocarvão, costura e produção de sabão. As obras no local são para a construção de salas de aula e casas. Atualmente, são 873 trabalhadores no projeto, 934 crianças matriculadas na escola Ubuntu, 12 hectares de horta com o emprego para 500 mães do campo , 90 mil refeições servidas por mês e 431 casas construídas. 

Campo de refugiados de Dzaleka, Malawi, África.

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