Projeto Brasil, um coração que acolhe encerra as atividades em Roraima

A frente de trabalho da Fraternidade Sem Fronteiras atuou por 8 anos no acolhimento de migrantes e refugiados venezuelanos

Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF

A Organização humanitária Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) encerrou as atividades do Projeto Brasil, um coração que acolhe, no dia 31 de dezembro de 2025, no estado de Roraima. A decisão ocorre em consonância com o planejamento estratégico da Fraternidade Sem Fronteiras considerando avaliações técnicas, operacionais e de contexto, bem como a necessidade de redirecionamento de esforços para outras frentes de atuação prioritárias da organização, mantendo o compromisso institucional com a promoção da dignidade humana e a eficiência na aplicação dos recursos. 

O Projeto foi criado em 2017, quando o fundador-presidente da FSF, Wagner Moura Gomes, esteve na região de fronteira entre Brasil e Venezuela com o intuito de unir esforços para acolher com moradia e alimentação as centenas de pessoas venezuelanas que estavam em situação de rua na capital Boa Vista. A iniciativa foi pioneira na criação do primeiro Centro de Acolhimento voltado para atender a população venezuelana no estado, o Hélio Campos. 

A transição das atividades ocorre de forma segura, responsável e planejada, garantindo a continuidade integral do acolhimento das pessoas migrantes e refugiadas para outros centros de acolhimento. Nenhuma pessoa será desalojada ou sofrerá prejuízos. Todo o processo está sendo realizado de maneira articulada, com o repasse gradual e coordenado da gestão para a Operação Acolhida, assegurando a manutenção da moradia, do acesso a serviços essenciais e da proteção humanitária. Essa condução cuidadosa preserva os direitos, a dignidade e o bem-estar das pessoas acolhidas ao longo de toda a transição,em sintonia com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família, e Combate à Fome (MDS).

FSF em Roraima: 8 anos de acolhimento 

Desde outubro de 2017, com a ajuda de voluntários, apoiadores, madrinhas e padrinhos, a Fraternidade Sem Fronteiras foi aprimorando o acolhimento aos migrantes e refugiados venezuelanos. Depois do primeiro Centro de Acolhimento, o Hélio Campos, em 2019 , as atividades foram remanejadas para o Centro de Acolhimento São Vicente 2, com capacidade para 200 acolhidos, eleito um abrigo modelo pela Operação Acolhida. Desde então, as famílias acolhidas passaram a ter moradia e a receber alimentação, orientação para serviços de saúde, apoio psicossocial, educação e aula de português. 

Em 2022, o projeto chegou a cinco frentes de trabalho com as atividades do São Vicente 2 remanejadas para Centro de Acolhimento 13 de Setembro, que já era do Projeto e que teve a capacidade ampliada de 250 para 450 migrantes e refugiados acolhidos. A FSF assumiu a gestão do Centro de Acolhimento Pricumã, com mil pessoas acolhidas, e do Centro de Acolhimento Indígena Jardim Floresta, com capacidade para 460 acolhidos. O Centro de Capacitação e Referência, em Pacaraima, passou a ser totalmente mantido com recurso do apadrinhamento e com a oferta de cursos profissionalizantes e de Língua Portuguesa, serviços para emissão de carteira de trabalho, elaboração de currículos, orientações para auxiliar na busca por uma vaga de emprego, legislação brasileira, direitos dos migrantes refugiados e outros tipos de informações necessárias. 

Outras frentes de atuação do Brasil, um coração que acolhe foram o Setor de Interiorização com mais de duas mil pessoas venezuelanas interiorizadas com a promoção da autonomia das famílias, além da cogestão, junto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados – ACNUR, do Centro de Sustentabilidade. 

“Cada pessoa acolhida ao longo dessa trajetória reafirma nossa convicção de que a fraternidade, aliada a uma gestão responsável e profissional, é capaz de gerar transformações sociais consistentes e duradouras. Somos profundamente gratos a todos que caminharam conosco nessa longa jornada — padrinhos, voluntários, parceiros e equipes — e que tornaram possíveis as conquistas alcançadas. Iniciamos esse trabalho com os recursos disponíveis, sustentados pelo cuidado essencial e pelo amor fraterno de quem acredita no bem e na dignidade do próximo”, resume o fundador-presidente da Fraternidade Sem Fronteiras, Wagner Moura Gomes.

Em oito anos de trabalho da Fraternidade Sem Fronteiras em Roraima, pelo menos cinco mil pessoas foram beneficiadas com as ações do Projeto Brasil, um coração que acolhe. 

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Foto de Assessoria de imprensa FSF

Assessoria de imprensa FSF

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