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Quando a fome tem pressa: o que está acontecendo com as crianças no Sul de Madagascar, e nós com isso?

Há realidades que desafiam qualquer tentativa de compreensão. Não pela falta de dados — eles existem — mas pela dificuldade de aceitarmos que, em pleno século XXI, ainda há crianças lutando diariamente para sobreviver por falta de algo tão essencial quanto alimento.

No Sul de Madagascar, essa não é uma exceção. É rotina.

Nos centros nutricionais da Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), crianças entre um e cinco anos chegam todos os dias em estado severo de desnutrição. Algumas delas, com apenas um ano de idade, pesam menos de três quilos. Corpos frágeis, olhares silenciosos e uma urgência que não pode esperar.

A média é de 15 novas crianças por dia buscando atendimento. Não há fila organizada, nem sistema de agendamento. Há presença. Há insistência. Há famílias que caminham até onde podem, todos os dias, na esperança de encontrar cuidado para seus filhos.

Hoje, mais de 5 mil crianças em estado grave recebem tratamento nutricional especializado — com fórmulas, medicação, soro e acompanhamento contínuo. Outras 11 mil são alimentadas diariamente nos 14 centros nutricionais da organização.

Mas o cenário se agrava.

Sem chuvas há cerca de dois meses, a escassez de alimentos se intensificou. O que já era vulnerabilidade tornou-se emergência. Muitas dessas crianças começaram a ser atendidas em 2024. Em 2025, o número cresceu. Agora, cresce ainda mais — dia após dia.

Diante disso, uma pergunta inevitável surge, quase como um incômodo necessário: quanto custa, hoje, sustentar conflitos ao redor do mundo? Quanto custa um míssil, um drone, uma bomba?

Porque, na mesma medida, um único dia de guerra poderia levar alimento, educação e dignidade para centenas de comunidades extremamente pobres. Poderia mudar histórias inteiras — como as que hoje lutam silenciosamente para continuar existindo.

Enquanto essa conta não fecha, há quem escolha agir.

A Fraternidade Sem Fronteiras atua como ponte — conectando pessoas que desejam ajudar a iniciativas sérias que já estão no território, fazendo o que é possível com o que têm. Não se trata apenas de assistência, mas de confiança: no trabalho local, na dedicação de quem cuida, na força de pequenas ações contínuas.

Há uma frase que orienta esse trabalho e que, talvez, resuma o momento com precisão:
“Enquanto o sol não vem, acendemos uma vela na escuridão.”

No Sul de Madagascar, essa vela hoje tem nome, tem rosto — e tem urgência.

E, sobretudo, depende de quantos estão dispostos a mantê-la acesa.

Por: Wagner Moura Gomes – brasileiro, ativista social, fundador-presidente da Fraternidade Sem Fronteiras 

 

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