• 🇩🇪 DEU
  • 🇫🇷 FRA
  • 🇨🇭 CHE
  • 🇬🇧 GBR
  • 🇺🇸 USA
  • 🇨🇦 CAN

Home > Blog

Brasil, um coração que acolhe: “ajudar é melhor para quem ajuda do que para quem está sendo ajudado”

Em novembro de 2017, Marcos Antonio Castro Blanco chegava a Roraima trazendo na bagagem a esperança de dias melhores. Venezuelano da cidade de Puerto La Cruz, migrou para o Brasil em busca de uma melhor condição de vida, que já não conseguia manter em seu país de origem devido à forte crise econômica que atravessa a Venezuela.
Por lá, Marcos trabalhava na indústria petroleira, ganhava em torno de três salários mínimos, pagava escola particular para as duas filhas e vivia uma vida confortável.
Com a crise, o salário de Marcos não dava nem para comprar comida. Foi então que decidiu sair do trabalho, migrar para o Brasil e encontrar o filho mais velho de 23 anos, que já estava no país.

“Com o dinheiro da minha rescisão paguei passagem de Puerto La Cruz a Santa Helena e de lá peguei um ônibus até a fronteira do Brasil com a Venezuela. Quando cheguei a Boa Vista, consegui vaga em um abrigo público onde fiquei em torno de 1 mês”, conta Marcos, que acrescenta, “deixei minha família para trás porque não sabia o que encontraria por aqui”.

Já em Boa Vista, Marcos conheceu outra venezuelana que luta com todas as forças para que seu povo seja acolhido: a Alba, coordenadora do Centro de Acolhimento da Fraternidade sem Fronteiras na cidade. Com isso, ele foi encaminhado para lá, onde ficou ao todo 7 meses. “Nesse meio tempo, arrumei alguns bicos como carregador e ajudador no mercado, não foi fácil conseguir esses trabalhos. Depois catei latinhas na rua para vender e assim conseguir juntar dinheiro para voltar a Venezuela e trazer minha família”, explica. E ele assim o fez.

Sr. Marcos e família chegando a Rio Preto

Em julho deste ano, Marcos e sua família, já no Centro da FSF, foram acolhidos por Jorge Damien, um voluntário de São José do Rio Preto (SP), que ao conhecer o projeto através de uma reportagem na TV, logo procurou a coordenação para oferecer casa, passagens e ajuda. “Jorge se cadastrou e recebemos essa oportunidade de ajuda. Me sinto muito bem com minha família aqui comigo. Minhas filhas já estão na escola e eu já estou procurando trabalho. Não posso deixar de agradecer a Deus e a todos que me ajudaram”, comenta Marcos.

“A casa que o Marcos está morando hoje era a casa do meu avô, que faleceu há muito tempo e nós não tínhamos coragem de alugar essa casa para ninguém. Então, quando eu vi a necessidade dessas pessoas, coloquei esse lugar a disposição”, explicou Jorge, que acrescenta, “e foi muito legal a reação deles quando entraram na casa. As meninas começaram a correr e foram em direção a um barril de brinquedos que tínhamos colocado ali e isso para mim foi um alivio”.

A adaptação, segundo Jorge, tem sido muito boa, principalmente para as duas meninas. “O Marcos está bem adaptado, a Graciela, que é a mãe, chegou bem tímida e hoje já conversa e sorri bastante. As meninas que segundo a mãe choravam muito em Boa Vista, hoje são crianças felizes que brincam e vão a escola com a maior naturalidade”, contou ele.

 Como todo imigrante, a saudade de casa é enorme e o desejo que as coisas mudem e melhorem é mais forte ainda. “Sinto falta de tudo no meu país, quero regressar um dia. Peço a Deus que nos ajude, que Ele interfira para que meu país volte a ser o que era antes”, desabafa ele, que completa, “no entanto, sou muito grato a Fraternidade sem Fronteira e a tudo o que todos fizeram por mim, não tenho nem palavras”.

“Meu conselho para quem quer se tornar um acolhedor é que se a pessoa realmente tiver vontade todo o processo se torna bem mais fácil”, conta Jorge. “A melhor parte de tudo é o carinho que você recebe. Então, ajudar faz mais bem para gente do que para quem está sendo ajudado”, finaliza ele.

Sr. Marcos e família com o acolhedor Jorge

 

Abaixo, trecho sobre a chegada de Marcos em São José do Rio Preto.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Fundador da Fraternidade Sem Fronteiras cumpre agenda em Campo Grande com foco em caravanas da saúde e voluntariado

O fundador-presidente da Fraternidade Sem Fronteiras, Wagner Moura Gomes, estará em Campo Grande – MS, entre os dias 8 e 11 de abril, para uma série de encontros voltados ao fortalecimento das ações humanitárias da instituição, com destaque para profissionais da saúde e voluntários. A agenda começa nesta quarta-feira, dia 8, com a palestra “A importância das caravanas de saúde”, às 19h, na sede da instituição. O encontro é direcionado especialmente a profissionais da área da saúde interessados em atuar

Ler mais »

Fraternidade Sem Fronteiras intensifica atendimento emergencial a crianças desnutridas no Sul de Madagascar

Cinco mil crianças em estado grave recebem tratamento nutricional, enquanto número de casos cresce diariamente diante da seca prolongada Por Laureane Schimidt – assessoria de imprensa FSF A Organização humanitária Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) reforça a atuação emergencial no Sul da ilha de Madagascar, na África, diante do agravamento da crise alimentar que atinge milhares de famílias. Atualmente, cinco mil crianças em estado de desnutrição recebem atendimento especializado nos centros nutricionais da organização, além de outras 11 mil crianças alimentadas

Ler mais »