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Conheça o projeto de voluntários da FSF: Garrafas ao Mar

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Plantar nas crianças o sentimento de compaixão e fraternidade, visando um mundo melhor. É o que espera Iris Naque, coordenadora do Colégio Panorama, de Campina Grande, Paraíba. “O trabalho voluntário nos faz perceber o outro não pelos olhos da piedade, mas sim da compaixão, da benevolência, da solidariedade e do real sentimento de fraternidade”.

Iris conheceu a ONG em fevereiro deste ano. Estava passando por um momento delicado emocionalmente e resolveu acompanhar uma palestra sobre depressão com o médio Andrei Moreira. Ao final, assistiu a um vídeo com os resultados da Fraternidade sem Fronteiras e ficou comovida. “Aquilo me tocou bastante”.

Encantada com o que estava vendo, Iris não pensou duas vezes: tornou-se voluntária e adotou um dos projetos, o Garrafas ao Mar, para implantar em sua escola. “Desde então, tem sido motivação para meus dias”. Garrafas ao Mar visa sensibilizar crianças e jovens para uma ação fraterna. O objetivo é ajudar crianças de Moçambique a terem melhores condições de estudo, com salas de aula habitáveis (do teto às carteiras) e os materiais necessários (cadernos, livros, lápis, canetas, borrachas…).

Como funciona? Simples: as professoras inserem seus alunos no universo das crianças de lá, comparando a nossa realidade com a realidade das pessoas assistidas pela Fraternidade. Exibem filmes que se passam na África, como o Rei Leão, vídeos da Aldeia, fotos e relatos, como forma de introduzir a temática e explicar o projeto.

Mostram como aquelas crianças também gostam de brincar e de estudar, e o que falta para elas conseguirem algo que aos nossos olhos parece tão simples. Elas se emocionam, criam empatia, se solidarizam (algumas falam que amam ajudar, porque seus corações ficam mais felizes!). Seus pais também abraçam a causa. E, aí, o projeto ganha corpo. “Os pais se solidarizam não só pela oportunidade de ajudar a mudar a realidade de um povo, mas pela chance de humanizar seus filhos rumo a uma sociedade mais justa e fraterna”, comenta Iris.

  

As escolas participantes deixam garrafas de cinco litros – que servem como um cofrinho – fixadas nas portas das salas de aula (as garrafas são decoradas pelos próprios alunos e professores). Uma vez por semana, as crianças economizam o dinheirinho do lanche para fazer uma doação e contribuir com a causa, colocando suas moedinhas nas garrafas. O montante arrecadado é utilizado para a compra de materiais, reformas ou mesmo construção das classes. E o melhor de tudo: qualquer escola pode participar, ajudar a fazer a diferença e se tornar multiplicadora de algo que tanto inspira.

O projeto é liderado pela pedagoga Ana Lucia Caetano, de Santos, interior de São Paulo. “As escolas assinam um termo de adesão e o projeto começa por etapas. Sugerimos os filmes que podem passar, os conteúdos a serem debatidos e como dispor as garrafas nas escolas. Sempre acompanhamos tudo de perto”.

Ana Lucia conta que, por ser educadora, sentiu necessidade de apresentar esse projeto para as crianças e tem uma vontade enorme que mais pessoas abracem essa ideia. “Elas conseguem entender outros valores e coisas que realmente importam. Meu sonho? Ser um grupo de uma única família um dia”.

Tão bonito quanto a motivação para contribuir com esse projeto é o significado do nome que foi dado a ele. A metáfora representa o envio de ajuda por meio das garrafas, como das histórias antigas.  “No passado, quando as pessoas queriam pedir ajuda, elas colocavam bilhetes nas garrafas e as lançavam ao mar.  Nossa intenção é que as garrafas ‘atravessem’ o oceano para chegar a Moçambique”, conta Ana Lucia.

Rossandro Klinjey com as crianças do projeto

Hoje, o projeto delicadamente bate na porta das escolas, mas a ideia é que as portas se abram para que as escolas passem a chamá-los. “Campina Grande foi quem mais respirou o Garrafas ao Mar. A Iris entendeu profundamente a filosofia do nosso projeto e, graças a isso, vamos conseguir multiplicar esse trabalho tão lindo, o que me deixa muito emocionada”.

Em Campina Grande, o projeto ganhou ainda mais força com outras ações solidárias que vieram para somar: venda de sucos, brigadeiros caseiros, eventos e rifas, com o comprometimento, envolvimento e amor de todos os funcionários da escola. Eles colocaram uma meta de arrecadar dez mil reais para a construção de um parquinho dentro da Aldeia e estão empenhados para cumpri-la.

 A cidade inteira já conhece o projeto e todo mundo quer ajudar. “Após a divulgação em rede aberta e em horário nobre em nossa cidade, o projeto tomou uma grande proporção em nossa escola, bairro e cidade. Todos os dias recebemos pais interessados em saber mais informações para colaborar com doações nas garrafas”.

Iris comemora esse segundo semestre, que veio cheio de esperança e boa vontade para colocarem em prática novas ações e continuarem conquistando corações em prol de um único objetivo: “transformar o mundo em um lugar com menos desigualdade e futuros cidadãos mais comprometidos com o próximo”. “Poder ajudar a disseminação deste projeto tem sido uma benção. Vejo nele a oportunidade de começar em mim a mudança que quero ver no mundo”.

Indagada sobre os sentimentos que a tomam com tamanha iniciativa, Iris diz que é difícil exprimir tanta emoção, pois é um misto de gratidão, amor, esperança, compaixão e fraternidade que a invade a cada ação em prol do bem. “Gosto muito de uma frase popularizada ‘o que seria do oceano se não fossem as gostas de chuva’. É assim que me sinto com relação ao trabalho voluntário: somos eternas gotas de chuvas lutando para manter tudo lindo, encantador e forte. Somos gotas de chuvas a molhar os corações muitas vezes endurecidos, sofridos e maltratados pela vida. Somos gotas de chuvas a trazer esperança a tantos outros corações”.

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