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A esperança do Malawi agora é você!

Clarissa Pereira da Paz trilhou um longo caminho de conhecimento até chegar ao centro de refugiados no Malawi. A trajetória de conexão e amor bem que poderia virar filme, mas para isso acontecer uma peça importante da história estava faltando: você.

O cenário é um campo construído há 24 anos que começou com 9 mil pessoas e hoje é uma minicidade que abriga 38 mil refugiados vindos principalmente do Congo, Burindi e Ruanda. Um campo onde os refugiados não podem sair e entrar na cidade sem que antes haja uma permissão do governo, onde a energia elétrica fica disponível somente 6 horas por dia, onde não há água e onde se alimentam basicamente de milho, feijão e soja. Um campo cheio de pessoas que assim como eu e você, tinham casa, trabalho, família e uma rotina dentro de seus países antes que guerras destruíssem tudo o que tinham e que conheciam como lar.

A personagem central é Clarissa, uma carioca que trabalhava em uma grande empresa, ganhava um bom salário e tinha uma vida bem confortável. Trabalho voluntário sempre fez parte de sua rotina e segundo ela, era o único momento de alegria genuína no dia-a-dia corrido. “Foi nesse período que comecei a pensar que poderia ligar o meu trabalho a uma causa social e não só trabalhar para gerar lucro”, conta ela. Assim, começou a estudar pós-graduação em Responsabilidade Social Corporativa e as Organizações do Terceiro Setor, no Rio de Janeiro. Depois de quatro meses, pediu demissão e no dia seguinte já tinha emprego em uma ONG da cidade.

Foi nesse período que Clarissa começou a pensar na África e em toda a necessidade existente por lá. “Nunca tinha pensado nisso. Eu já estava muito engajada em outros trabalhos sociais, mas de tanto pensar na África comecei a buscar sobre trabalho social por lá e assim achei uma especialização nos Estados Unidos que oferecia seis meses de trabalho na prática em países de extrema pobreza”, contou. E foi aí que nasceu no coração de Clarissa sua ligação mais profunda com o Malawi.

No país se deparou com pobreza, traumas e tanto sofrimento que não conseguiu mais fechar os olhos para essa realidade. “Me lembro que minha adaptação não foi fácil. Os primeiros meses foram difíceis de se acostumar. Um dia andei por vilarejos ao redor o dia inteiro, cheguei em casa com muita fome, e o centro de refugiados não tem água e a energia fica disponível só 6 horas por dia sem uma hora certa”, conta Clarissa, que continua, “aí quando cheguei vi que ainda tinha luz, decidi cozinhar. Preparei tudo e quando fui começar a fazer, cortou a luz. Me lembro que comecei a chorar e até liguei para minha mãe fazendo um drama”, brinca ela. “E então alguém bateu na minha porta e quando abri, era um refugiado que tinha decidido vir compartilhar comigo a sua história”.
Clarissa conta que naquele dia, depois de ouvir o relato cheio de horror e sofrimento, chorou por se sentir tão pequena diante da magnitude de tudo aquilo. Chorou por ter chorado antes por um motivo simples, enquanto pessoas que viram sua família ser morta diante dos seus olhos continuavam a sorrir. “É difícil de explicar porque é muito sofrimento, mas ao mesmo tempo é muita alegria”, conta ela.

A alimentação por lá consiste em 13kg de pedacinhos de milho, 1kg de feijão, 1kg de soja e 200ml de óleo por mês. “Às vezes eles ganham sabonete para tomar banho”, fala Clarissa.
Ainda segundo ela, algumas pessoas conseguem receber algum dinheiro da família que ficou no país de origem, outros que conseguiram sair com algum dinheiro abrem, dentro do campo de refugiados, pequenos comércios para sobreviverem um pouco melhor, e assim os dias vão passando.

“Eles são bem unidos, às vezes dividem a comida com os vizinhos, sem pensar no que vão comer amanhã, apenas fazem na esperança de que o amanhã Deus proverá”, comenta.

A Fraternidade sem Fronteiras no Malawi

A Fraternidade sem Fronteiras chega nesse cenário contando com a sua ajuda para mudar a vida dessas pessoas. “Vamos construir um centro de acolhimento que chamaremos Nação Ubuntu ao lado do campo de refugiados. A ideia é construir salas de aula porque vamos oferecer workshops de costura, carpintaria, artes, música e outros workshops que acrescentarão mais para eles como computação e etc”, conta Clarissa.
Construir um poço artesiano também está nos planos iniciais, já que lá só chove em dezembro, janeiro e fevereiro. “Queremos fazer hortas para produzir comida para o nosso centro e para os refugiados, mas para frente também queremos construir uma padaria para eles”.

Uma caravana da saúde já está prevista para dezembro deste ano com ações programadas dentro do campo de refugiados. “A ACNUR da ONU nos dará acesso ao local para realizarmos esses atendimentos. Será um apoio para essa iniciativa dentro do campo que normalmente é um lugar bem burocrático para se trabalhar”, falou Clarissa.
Ainda segundo ela, outras ações sociais estão nos planos para o local como a reforma e a construção de casas, a melhora da alimentação e tantas outras iniciativas.

Nação Ubuntu é um projeto que nasceu no coração da Clarissa e se espalhou para o de todos nós. Ainda há esperança para essas pessoas e você é essa luz em meio a escuridão para dar a esse filme um final repleto de amor e renascimento. Apadrinhe esse projeto e deixe seu coração se conectar com essa causa que precisa de cada um de nós.

 

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