• 🇩🇪 DEU
  • 🇫🇷 FRA
  • 🇨🇭 CHE
  • 🇬🇧 GBR
  • 🇺🇸 USA
  • 🇨🇦 CAN

Home > Blog

Caravana da Família: o amor não cultiva fronteiras

Participar de uma caravana social quando adulto já é um divisor de águas. Agora imagine se vivenciássemos tudo isso ainda crianças?! O sentimento de se doar em amor já cresceria de forma completamente natural, as diferenças já não existiriam porque nunca seriam criadas em nossas mentes e o amor brotaria tão naturalmente quanto uma flor que recebe adubo e atenção. As caravanas para África costumam proporcionar relatos emocionantes de encontros e reencontros com o verdadeiro significado de fraternidade. E esse sentimento é forte em qualquer um que se permitir tocar pelo propósito de amar e fazer o bem. Foi por isso que a Caravana da Família foi pensada e programada para janeiro de 2019: para que pais e filhos possam vivenciar juntos que o amor não cultiva fronteiras.

Em outubro de 2016, Pedro Ferreira Onofre conheceu a Fraternidade sem Fronteiras (FSF) e logo soube que, dentro desse movimento que acontece pelo coletivo, poderia fazer mais. Engenheiro agrônomo, viu no projeto Acolher Moçambique a necessidade de trabalhar a agroecologia. O tempo mínimo que precisaria ficar no centro de acolhimento da FSF, para realizar um bom trabalho era de três meses. “Me lembro de sentar com o Wagner e de dizer ‘preciso levar a minha família junto, preciso que eles vivenciem isso comigo’”, conta ele.

A família de Pedro é a esposa Nerissa e os dois filhos, Daniel e Laura, na época com 5 e 2 anos respectivamente.
Assim, em 2017, os quatro desembarcaram em Moçambique para os 3 meses de trabalho que Pedro se propôs a fazer. “O primeiro contato foi um pouco estranho para as crianças, tanto os meus filhos quanto as do centro de acolhimento, porque para os pequenos de lá meus filhos eram muito diferentes e isso gerou um impacto. E para os meus filhos, os costumes eram bem distintos”, conta ele.

Mesmo assim, todas as barreiras culturais foram ultrapassadas com a facilidade que toda criança carrega: a de amar sem restrições.

O dia a dia da Laura e do Daniel era no centro de acolhimento: eles se alimentavam, participavam das atividades, brincavam e eram educados pelas monitoras durante o período que ficavam lá. Conviviam o tempo todo com todas as crianças.
Nerissa, a mãe, também trabalhou como voluntária nesses três meses auxiliando as monitoras e ajudando na hora de lidar com os pequenos.

“A coisa mais valiosa foi presenciar esse contato. Depois de já termos voltado, um dia parei no semáforo e o Daniel viu um morador de rua andando empurrando um daqueles carrinhos de supermercado e então, para minha surpresa, ele começou a chorar e a refletir sobre a situação daquele senhor. Isso ele com 6 anos de idade. Na hora, me pediu para ver o amigo dele lá de Moçambique, que é um rapaz de 18 anos que trabalhava na padaria”, conta emocionado Pedro, que continua, “respondi a ele que quando chegássemos em casa ligaríamos para ele e o Daniel me respondeu que não era por telefone, que ele queria vê-lo”.

Pedro, Nerissa, Daniel e Laura vivenciaram os mesmos três meses, na mesma cidade, frequentando os mesmos lugares e convivendo com as mesmas pessoas, porém Daniel e Laura receberam de forma completamente diferente todo o aprendizado. “Com toda a certeza o impacto maior foi nos dois”, finaliza Pedro.

Vamos juntos criar uma geração com mais fraternidade e amor!? Participe da Caravana da Família. As inscrições já estão abertas e você pode se inscrever, clicando aqui.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Quando a fome tem pressa: o que está acontecendo com as crianças no Sul de Madagascar, e nós com isso?

Há realidades que desafiam qualquer tentativa de compreensão. Não pela falta de dados — eles existem — mas pela dificuldade de aceitarmos que, em pleno século XXI, ainda há crianças lutando diariamente para sobreviver por falta de algo tão essencial quanto alimento. No Sul de Madagascar, essa não é uma exceção. É rotina. Nos centros nutricionais da Fraternidade Sem Fronteiras (FSF), crianças entre um e cinco anos chegam todos os dias em estado severo de desnutrição. Algumas delas, com apenas

Ler mais »

A alegria de viver: Amor sem fim

A única alegria que um ser humano pode realmente desfrutar é amar indefinidamente » — diz Constantin Kulondwa. O amor é uma energia positiva que habita em cada pessoa, concedendo-lhe estados de alegria, paz, equilíbrio, segurança, afeto e desenvolvimento. Turbilhão de ternura e de compaixão, ele nos conduz a um oceano de alegria sem fim. Faz-nos vibrar de prazer e felicidade e nos dá asas para voar rumo ao inimaginável. Graças a ti, Amor, a alegria e a felicidade enchem

Ler mais »